Usinas

Após assumir usinas da Ruette, Proterra está aberta para comprar novas usinas


novaCana.com - 04 abr 2016 - 12:00

Após uma operação de R$ 830 milhões envolvendo as duas usinas de cana-de-açúcar que pertenciam ao grupo sucroalcooleiro Ruette, o fundo de private equity norte-americano Black River se mostra aberto a fazer novos investimentos no setor.

Com sede em Mineápolis (EUA), a Proterra — companhia que tem como uma de suas acionistas a Cargill e que assumiu a gestão das unidades adquiridas pela BlackRiver — faz parte de um grupo que tem rastreado chances de ganhos no campo brasileiro. Nos próximos 18 meses, projetos agrícolas no Brasil, México e Colômbia devem atrair recursos da ordem de US$ 200 milhões, conforme disse o sócio-fundador da gestora, Brent Bechtle, em entrevista ao Valor Econômico.

Sem detalhar alvos, o executivo diz que continua atento ao setor de açúcar e álcool, onde mais de uma dezena de usinas estão à venda. Ele explica que, apesar de ter elegido o setor de grãos como foco neste momento, "está sempre avaliando oportunidades".

Bechtle, no entanto, reconhece que, neste momento, o mais difícil na aquisição desse tipo de ativo é encontrar um preço que seja ‘razoável’ para todos os interessados. “O preço precisa ainda permitir à companhia ser sustentável no atual ambiente econômico”, completa.

Os aspectos operacionais (agrícolas e industriais) também são esmiuçados com uma lupa pela Proterra. Segundo o CEO da empresa, além de uma boa planta industrial, é necessário que a usina esteja em condições de operar sem um ‘excessivo’ Capex (investimento operacional). “Também precisa estar localizada em uma boa área para produção de cana­de­açúcar e com canaviais no seu entorno, que tenham sido tratados adequadamente e com soqueiras”, afirma.

Ainda de acordo com o Valor Econômico, independentemente se serão concretizadas novas aquisições de usinas, a Proterra tem planos, ainda não tornados públicos, de investir para ampliar a capacidade das duas usinas recém-adquiridas no Estado de São Paulo. Atualmente, as duas unidades processam 3,6 milhões a 3,7 milhões de toneladas de cana por ano e têm potencial para chegar a 7 milhões em cerca de quatro anos.

Segundo informações do Valor Econômico, o CEO contratado pela Proterra para administrar as usinas, Dario Costa Gaeta, afirma que a moagem conjunta das unidades na próxima temporada deve ficar entre 3,6 milhões e 3,7 milhões de toneladas. Se confirmado, o volume será 8,8% superior às 3,4 milhões de toneladas processadas no ciclo 2015/16, que termina em 31 deste mês.

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Com informações do Valor Econômico