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Grupo Aralco quer criar empresa e dar ações aos credores


Exame - 18 jul 2014 - 16:39 - Última atualização em: 21 jul 2014 - 08:51

O grupo Aralco quer criar uma nova empresa e oferecer as ações aos seus credores. A proposta está no plano de recuperação judicial ao qual a Revista EXAME teve acesso. O Valor Econômico informou que a proposta foi protocolada na segunda-feira passada na Justiça.

O estoque de dívida do grupo é de 1,2 bilhão de reais e o objetivo é converter 60% em papéis da 'Nova Aralco'.

A empresa nasceria com um capital total de 960 milhões de reais, sendo que 75% estariam nas mãos dos credores como BTG e Credit Suisse e o restante, dos atuais acionistas.

Quem não aderir à proposta pode ter a dívida paga em até 20 anos.

O plano ainda precisa ser aprovado em assembleia que deve ocorrer no início de novembro. Das 13 empresas do grupo, nove entraram em recuperação judicial em fevereiro. As demais tiveram o pedido negado.

O pedido de recuperação judicial do Grupo Aralco foi aceito pela Justiça de Araçatuba (SP) em 12 de maio. Na safra 2014/2015, apenas três de suas quatro unidades processam cana-de-açúcar: a Destilaria Generalco, em General Salgado (SP), a Usina Figueira, em Buritama (SP), e a coligada Usina Alcoazul, em Araçatuba (SP). A Usina Aralco, que batiza o grupo, localizada em Santo Antonio do Aracanguá (SP), não irá moer.

A expectativa é de que sejam moídas de 3,6 milhões a 3,8 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra, abaixo do observado em 2013/14, de quase 5 milhões de toneladas.

O grupo Aralco atua nos setores de álcool e açúcar, distribuição de bebidas e de laboratório farmacêutico, entre outros. Começou a passar por dificuldades em 2007, com a crise de crédito que assolou o setor sucro-energético brasileiro.

O plano de recuperação da Aralco, que tem assessoria jurídica do escritório Dias Carneiro Advogados, deve ser aprovado em assembleia de credores, cuja data ainda não foi marcada. A empresa pediu recuperação judicial em fevereiro e teve o pedido aceito pela Justiça em maio.

Com informações adicionais do Valor Econômico e Agência Estado


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