Usinas

Antigas usinas da Ruette mudam de mão; controle passará a ser da trading Enerfo

Unidades eram geridas pela Proterra desde a safra 2015/16, quando foram adquiridas por R$ 830 milhões


novaCana.com - 04 mar 2020 - 08:01
Na safra 2018/19, a Tietê Agroindustrial teve uma receita de R$ 517 milhões, aumento de 8% ante o ano anterior. Porém, devido aos baixos preços do açúcar, a empresa registrou um prejuízo de R$ 16,7 milhões

As unidades paulistas do antigo grupo Ruette devem ter um novo controle em breve. De acordo com informações obtidas pelo Valor Econômico, a FKS – com sede em Cingapura e dono da trading Enerfo –, comprou 51% da Tietê Agroindustrial.

A operação foi submetida ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) na segunda-feira (2). Até o momento, o valor da transação não foi divulgado. A Proterra Investment Partners, que atualmente controla as unidades, deve continuar com 49% de participação.

As usinas – localizadas em Ubarana e Paraíso – estão sob o controle da Proterra há cinco safras. A gestão foi repassada para a companhia pelo fundo Black River, que adquiriu as unidades da Ruette por R$ 830 milhões.

Desde então, as usinas passaram por uma reestruturação operacional, com investimentos na área industrial e agrícola. Segundo a reportagem do Valor, a companhia duplicou sua capacidade de processamento e, na última safra, operou quase sem ociosidade.

No fim do ano passado, a Tietê Agrouindustrial ainda anunciou investimentos na ampliação de sua estrutura, com o objetivo ampliar sua capacidade de moagem das atuais 7,2 milhões de toneladas por safra para 9,6 milhões de toneladas. Os aportes planejados, conforme a reportagem, preveem também a construção de uma fábrica de açúcar em Ubarana, que deve ficar pronta em outubro deste ano.

Por sua vez, além de possuir a trading Enerfo – que compra e vende açúcar no Centro-Sul –, a FKS possui refinarias do adoçante na Indonésia e na ilha de Java. De acordo com o Valor Econômico, na Indonésia, o grupo também é sócio da francesa Tereos em uma joint venture que produz amido, xarope e outros produtos de milho.

Procurados pelo Valor Econômico, FKS, Proterra e o escritório Mattos Filho, que assessorou a Proterra na operação, não comentaram o assunto.

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Com informações do Valor Econômico