Indústria

Setor sucroenergético sente falta de políticas públicas, diz diretor de banco


G1 - 21 mar 2014 - 11:14 - Última atualização em: 21 mar 2014 - 14:39

O setor sucroenergético tem se destacado cada vez mais em todo o país, em especial na região Centro-Oeste, passando do sexto para o segundo lugar no ranking de produção nacional.

Mato Grosso do Sul está entre os cinco maiores estados em moagem de cana e ocupa a terceira posição em produção de etanol hidratado e a quarta em etanol total. "Apesar dos bons números, o setor perde diante da ausência de políticas públicas que definam o papel do etanol na matriz de combustíveis líquidos e o da biomassa na matriz de energia elétrica", destacou o diretor de agronegócios do Itaú BBA, Alexandre Figliolino, durante o 2º Canacentro, realizado em Campo Grande (MS).

Figliolino afirma que, em 2012, o prejuízo resultante da não paridade com os preços internacionais, causado pela importação da gasolina, foi da ordem de R$ 1,6 bilhão. Em 2013, esse prejuízo foi de R$ 1,24 bilhão. Para 2014, a perda estimada é de R$ 2,9 bilhões. Apesar desse quadro, a oferta de bioeletricidade de bagaço de cana tem crescido ao longo dos últimos anos, porém muito abaixo do potencial, reflexo dos leilões mais antigos. O preço médio da venda de energia elétrica para biomassa tem caído ao longo do tempo, apesar de leve recuperação nos últimos leilões.

O cenário apresentado desencadeia no setor perdas de investimentos e instalação de novas empresas. "A conta de combustíveis líquidos e energia uma hora vai chegar ao consumidor, e a falta de investimentos na produção de energia limpa pode gerar efeitos muitos danosos no futuro", comenta o diretor, ressaltando que se o governo investisse na produção de energia de biomassa, haveria maior competitividade para o segmento.

Tags: G1

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