Máquinas e equipamentos

Em crise financeira, Dedini enfrenta problemas com funcionários demitidos


G1 - 14 mar 2014 - 08:56 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53
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Assembleia com 147 funcionários demitidos da Dedini ocorreu nesta quinta-feira

A segunda assembleia realizada entre 147 funcionários demitidos da empresa Dedini, dirigentes do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba (SP) e representantes da companhia terminou sem acordo nesta quinta-feira (13). Os trabalhadores não acataram a proposta do ex-empregador, que quer parcelar o pagamento das verbas rescisórias.

Os demitidos reivindicam ainda o depósito integral da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) no dia 20 deste mês, enquanto a Dedini propõe pagar em 20 de agosto. "Alguns pontos da proposta são inaceitáveis, pois os trabalhadores foram demitidos, não receberam as verbas rescisórias e ainda têm que conceder um prazo absurdo para receber os benefícios?", disse o presidente do sindicato, José Luiz Ribeiro.

Há também impasse na manutenção dos planos de saúde dos funcionários demitidos. A empresa do ramo sucroalcooleiro, conforme o sindicato, quer cancelar os convênios e, como compensação, pagar um salário nominal. Os trabalhadores, porém, reivindicam no mínimo dois.

O Sindicato dos Metalúrgicos iniciará o processo das homologações das demissões na terça-feira (18), o que liberará os trabalhadores para sacar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e solicitar seguro-desemprego. A categoria deve ainda realizar um protesto na matriz da empresa na manhã de segunda-feira (17).

Sem resposta
O G1 solicitou um posicionamento da Dedini sobre a assembleia realizada nesta quinta-feira, mas não recebeu posicionamento da assessoria até o final da noite. A empresa, que em 2012 anunciou que era líder mundial no fornecimento de equipamentos e plantas completas para usinas, passa por crise financeira.

Leilão
O leilão de dois prédios da Dedini em Piracicaba para quitar dívidas com a Fazenda Nacional não teve propostas de compra em sessão realizada nesta quarta-feira (12). Os imóveis tinham valor estimado em R$ 24,65 milhões e R$ 178,5 milhões.

Sobre o leilão, a Dedini informou, por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa, que "segue na busca de uma solução que permita equacionar o pagamento de sua dívida fiscal, mantendo as atividades e seu compromisso com o futuro."

Mateus Medeiros

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