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Investimento para transformar usina de cana em flex é de R$ 478 milhões, diz Lucas E3

Estudo feito pela companhia, que já inclui capex de operação, simula três etapas de implantação industrial para uso do grão na entressafra de cana


NovaCana - 22 nov 2021 - 11:40 - Última atualização em: 15 dez 2021 - 09:53

Das 345 unidades autorizadas a produzir etanol pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), apenas cinco aliam a produção do biocombustível entre as matérias-primas cana-de-açúcar e milho – as chamadas usinas flex. O potencial, entretanto, é bem maior.

“O etanol de milho veio para somar”, afirma diretor de operações da Lucas E3 – empresa de tecnologia de processos e engenharia presente nos Estados Unidos, Brasil e países da Europa e Ásia –, Aparício Jorge Bezerra. “À capacidade instalada para uma safra [de cana] de seis a sete meses, nós podemos instalar o sistema de processo de grãos e obter coprodutos, como o óleo e a ração animal, além de continuar produzindo etanol o ano inteiro”, diz.

Ele apresentou um estudo realizado pela empresa em São Paulo durante a 21ª Conferência Datagro, ocorrida no final de outubro. Para a análise, a Lucas E3 considerou uma usina com estrutura para processamento de cana-de-açúcar, à qual seriam adicionados os equipamentos necessários para trabalhar com grãos, mantendo os processos já existentes de produção de etanol, açúcar e cogeração.

“Temos potencial de utilizar a fermentação, a destilaria e adicionar a bateria de equipamentos que vão desde a recepção dos grãos até o cozimento”, detalha Bezerra.

Entretanto, é preciso adaptações. Ele exemplifica que os grãos, incluindo o milho, liberam fibras em seu processamento. Quando estas fibras passam pelo processo já existente para a cana, elas podem gerar entupimentos e, para resolver o problema, é possível colocar uma retenção entre a dorna volante e a destilaria.

Bezerra detalha como foi realizado o modelo de implantação em um processo que conta com três etapas. Segundo ele, a análise feita pela Lucas E3 simula investimentos em construção de R$ 220 milhões, com capital operacional de R$ 258 milhões; totalizando R$ 478 milhões. A taxa de juros do financiamento deste projeto seria de 12%, com depreciação em 20 anos.

Confira na versão completa e restrita aos assinantes do NovaCana, mais detalhes sobre as três etapas de implantação e alguns dos projetos já realizados pela companhia no setor sucroenergético.


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