Investimento

Geo investe R$ 15 milhões em planta-piloto de bioquerosene de aviação usando biogás

Projeto inédito tem parceria da UEM, será financiado pela Finep e viabilizará produção de combustível de aviação sustentável em unidades de geração do gás sustentável


Geo Biogás & Tech - 24 nov 2022 - 10:19

A Geo Biogás & Tech, desenvolvedora de plantas de produção de biogás e hidrocarbonetos verdes derivados da cana-de-açúcar, investirá R$ 15 milhões para montar a primeira planta de demonstração do bioquerosene de aviação (SAF, na sigla em inglês).

O desenvolvimento da planta-piloto recebeu aprovação da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), entidade de fomento à tecnologia e inovação em empresas, e tem a Universidade Estadual de Maringá (UEM) como coexecutora do projeto. O restante do orçamento foi viabilizado com recursos da própria Geo.

De acordo com a empresa, a capacidade inicial de produção será de 660 litros por dia. Além disso, após a inserção no mercado, a tecnologia poderá ser escalada para produção do combustível em plantas de biogás próximas de centros consumidores do insumo energético.

Ainda segundo a Geo, a intenção de investimento ocorreu após a conclusão de estudos que demonstraram a viabilidade da produção de bioquerosene de aviação. O processo foi realizado em parceria com o professor e pesquisador Luiz Mario de Matos Jorge, da UEM, e é inédito no país, passando a tornar possível que a indústria sucroenergética produza e comercialize o combustível de aviação sustentável.

De acordo com o CEO da Geo Biogás & Tech, Alessandro Gardemann, o projeto mira a demanda do setor de aviação civil para a descarbonização das suas operações, além de ser uma alternativa para tornar a produção brasileira do querosene de aviação sustentável e autossuficiente em relação a dependência dos insumos fósseis de petróleo.

“O Brasil possui escala para a produção de gás verde que pode ser usado na produção de combustível sustentável de aviação, além de outros hidrocarbonetos verdes derivados a preços competitivos em relação a fontes de petrolíferas”, afirma Gardemann.

Demanda

Conforme a Geo, o setor de aviação é um dos que mais emite carbono na atmosfera do planeta, algo próximo a 1 bilhão de toneladas de CO2 por ano, o que representa entre 2% e 3% das emissões mundiais totais o gás.

Segundo a Organização de Aviação Civil Internacional (ICAO, na sigla em inglês), os SAFs são as melhores alternativas para reduzir a emissão de CO2. A perspectiva é que seria necessária uma produção anual de 449 bilhões de litros para que se alcance redução de 65% das emissões do setor.

Tanto empresas de aviação quanto fabricantes de aeronaves comerciais estão comprometidas com a redução de emissões do setor até 2050, por meio do aumento da eficiência de aproveitamento energético e da busca por combustíveis renováveis.


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