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Investimento

Ethanol Bioenergia reafirma investimentos para etanol de milho em Mato Grosso

A previsão é que as obras da nova planta sejam iniciadas ainda este mês em Nova Mutum (MT)


O Livre (MT) - 05 jul 2019 - 08:26

O grupo mato-grossense O+ Participações e a multinacional paraguaia Inpasa têm previsão de iniciar ainda este mês as obras da planta da Ethanol Bioenergia, em Nova Mutum (a 238 km de Cuiabá-MT), reafirmando os investimentos no estado após o anúncio de aumento de tributos.

Em relação ao etanol, o governo cobra atualmente 10,5% de imposto das usinas, mas essa taxação passará a ser de 12,5%. Nas operações interestaduais, o governo quer tributar em 6% já neste ano, com redutor adicional de 0,5% a cada incremento de 400 milhões de litros na produção, fixando em 5%.

Ainda assim, os dois grupos econômicos preveem dobrar a capacidade de produção da usina de etanol de milho no município, com a expectativa de atingir 800 milhões de litros por ano e de se tornarem um dos maiores players do segmento no país. A meta é que a indústria comece a operar até o fim do ano que vem.

O diretor-presidente da O+ Participações, Ramiro Azambuja, destaca que o grupo segue animado em negociação avançada com investidores para financiamento e aquisição dos equipamentos para implantar a indústria em Nova Mutum. “Somos uma empresa genuinamente mato-grossense e não abrimos mão dos investimentos no estado, inclusive, temos planos de expansão para novas plantas”, reitera.

Segundo ele, mesmo não concordando com o aumento de impostos proposto pelo governo do estado, o grupo traz no DNA o propósito não apenas financeiro, mas de também promover o crescimento de Mato Grosso. “Continuamos otimistas, com previsão de abrir milhares de empregos diretos e indiretos na região e gerar renda e movimento na economia local, sem falar que devemos arrecadar em torno de R$ 60 milhões de ICMS por ano”, afirma Azambuja, ao lembrar que o milho, cultivado em segunda safra no Mato Grosso, será praticamente todo absorvido pela usina de etanol.

Além do etanol de milho, a previsão da Ethanol Bioenergia é produzir óleo de milho, farelos com altos teores de fibra e proteína para ração animal (DDGS e DDG) e energia elétrica com a biomassa utilizada nas caldeiras.

Um dos grandes diferenciais da empresa, conforme o diretor de projetos Paulo Rangel, será a utilização do capim brachiaria como matriz energética, plantado em áreas de lavoura e pasto degradado da própria empresa. “Com isso garantimos a autossuficiência da Ethanol Bioenergia, já que a sustentabilidade é uma das nossas grandes preocupações, sem falar na utilização de matéria-prima e mão de obra locais para fomentar o desenvolvimento da região”, conclui.