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Financeiro

UBS corta preço-alvo da Cosan, mas mantém recomendação neutra


Agência Estado - 03 jul 2018 - 13:42

O banco suíço UBS cortou sua estimativa de preço-alvo das ações da Cosan, de R$ 46 por ação para R$ 36 por ação. Em relatório divulgado nesta terça-feira, 3, analistas do UBS apontam que, apesar dos bons fundamentos que sustentam a companhia, os preços das commodities no mercado global devem pesar sobre o desempenho da empresa, especialmente as cotações do açúcar.

“Acreditamos que investir na Cosan é uma decisão ligada aos preços das commodities (petróleo, açúcar e etanol), e as ações acompanharam a recente queda no açúcar, mas não seguiram a alta do (petróleo) brent”, afirma o documento.

“Os preços do açúcar não devem passar por recuperação, em virtude do excedente global e, portanto, estamos atualizando a curva de preços do açúcar e reduzindo nossas estimativas, de R$ 46/ação para R$ 36/ação, mantendo uma recomendação neutra”, complementa. A perspectiva de ampla produção na Índia e na Tailândia na safra 2018/19 foi citada.

Os analistas do UBS salientam que a correlação entre o papel da Cosan e o preço do brent aumentou após a nova política de preços da Petrobras, mas a tendências é de que as ações “continuem seguindo os preços do açúcar”.

“Também vale notar que as recentes alterações no segmento de distribuição de combustíveis, provocadas pela greve dos caminhoneiros em maio, pode impedir a companhia de se beneficiar do rally nos preços do petróleo”, afirma o relatório.

Desde o início do ano, os preços do petróleo apresentam alta de 17%, enquanto as cotações do açúcar recuaram 20%. “O papel da Cosan (CSAN3) acompanhou o declínio, sofrendo uma desvalorização de 15%”, mostram os analistas do banco suíço.


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