Financeiro

Tonon Bioenergia entrega plano de pagamento de credores


NovaCana - 23 mar 2016 - 09:34

Depois de divulgar sua relação de credores e de confirmar uma dívida de R$ 2,47 bilhões (câmbio: R$ 3,80), a Tonon Bionergia entregou nesta semana à justiça sua proposta de pagamento de credores. A informação foi divulgada pelo jornal Valor Econômico.

Em recuperação judicial desde dezembro, a Tonon faz parte de um grupo com mais de R$ 5 bilhões em dívidas, a maior parte vinculada a moedas estrangeiras e nas mãos de bondholders que já fizeram pressão judicial por garantias.

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Segundo o Valor Econômico, a empresa propôs pagar os credores com garantia real – categoria na qual se enquadram os detentores de US$ 230 milhões em bonds com garantia – com um desconto de 5,25% e juros semestrais de 10,5% ao ano a partir de novembro deste ano. Os 94,75% restantes do valor do título serão pagos em maio de 2024. A Tonon tem ainda a opção de não pagar os cupons semestralmente e incorporar o montante devido ao valor principal da dívida.

Para os credores considerados "estratégicos", tais como fornecedores de cana, a proposta da Tonon é de amortização em três anos, em parcelas mensais, sendo que 20% seriam pagos durante o primeiro ano, 40% durante o segundo e 40% no terceiro. Essas condições se aplicam no caso dos credores que continuarem o fornecimento para a companhia nas mesmas condições vigentes na data do pedido de recuperação. Aos credores trabalhistas, a Tonon Bioenergia propôs pagar o valor integral em até um ano.

Já para os credores quirografários, na qual se enquadram os bondholders dos títulos de US$ 289 milhões sem garantia, a Tonon fez duas propostas. A primeira é de um desconto de 80% no valor da dívida, com pagamento em oito anos, sendo dois de carência. A proposta divulgada pelo Valor prevê ainda um pagamento de juros mensais, CDI para créditos em reais e Libor mais 2% para os em dólar, após uma carência de 12 meses.

A segunda opção para esse grupo de credores sem garantia é a conversão de dívida em ações até o limite de 72,5% do capital social da Tonon Bioenergia. A diferença, de 27,5%, ficaria com os atuais acionistas. "Os que optarem por essa alternativa estarão renovando a estrutura de capital da Tonon de forma a readequar a dívida ao tamanho da empresa", explicou o advogado Paulo Fernando Campana Filho, sócio do Felsberg Advogados, escritório responsável pela assessoria jurídica da companhia.

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Com informações do Valor Econômico