Financeiro

Terceira negociação de CBios na B3 repete preço de R$ 15 por crédito


Agência Udop de Notícias - 02 jul 2020 - 07:53

A B3 - Brasil, Bolsa, Balcão confirmou a terceira comercialização de CBios, os créditos de descarbonização criados pela Política Nacional dos Biocombustíveis (RenovaBio). Assim como aconteceu nas vendas anteriores, a compra de mil CBios realizada nesta terça-feira (30) foi feita por um investidor que não tem uma meta a cumprir. Ao todo 3.100 CBios já foram comercializados, segundo a B3.

A exemplo da aquisição anterior, ocorrida em 25 de junho, o lote de CBios foi vendido a R$ 15,00 a unidade. Para o trader Eduardo José Sai, é “muito difícil” traçar expectativas para o valor dos créditos.

“O valor de 10 dólares por contrato foi utilizado como base de referência durante a formatação de toda política. Contudo, o cenário mudou bastante com os impactos da pandemia e as definições pendentes, como é o caso da possível revisão da meta deste ano, aumentam as incertezas e dificultam ainda mais o processo”, destaca.

De acordo com um texto publicado pelo diretor do departamento de biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Miguel Ivan Lacerda, em sua rede social LinkedIn, a aquisição do CBio por investidores que não fazem parte do setor de combustíveis reduz o preço da cesta de combustíveis ao consumidor.

“O crédito de descarbonização também induz o aumento da oferta de biocombustíveis com destaque para o etanol hidratado que compete de forma direta com a gasolina nos postos de combustíveis”, reforça.

Indicando a minimização da emissão de 1 tonelada de carbono na atmosfera, o CBio é um título criado para estimular a produção de biocombustíveis, como uma nova forma de remunerar a cadeia produtiva. Com a venda de CBios, produtores de etanol e biodiesel recebem uma fonte adicional de receita.

O trader Eduardo José Sai explica que podem comprar CBios tanto as chamadas partes obrigadas, ou seja, os próprios emissores dos créditos e as distribuidoras de combustível, quanto as denominadas partes não-obrigadas. Neste último caso, o comprador pode ser entendido como todo e qualquer interessado.

Rogério Mian