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São Martinho reverteu perda e fechou 4º trimestre com lucro


Valor Econômico - 25 jun 2013 - 08:10
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O grupo São Martinho, um dos maiores do segmento sucroalcooleiro do país, registrou lucro líquido de R$ 12,7 milhões no quarto trimestre do exercício 2012/13 (encerrado em março) e reverteu um prejuízo de R$ 15,5 milhões em igual intervalo do ano anterior.

No período, a empresa registrou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado de R$ 142,9 milhões, 108,2% maior do que o reportado um ano antes. O ajuste desconsidera as variações do ativo biológico - os canaviais -, que não têm efeito sobre o caixa. Com isso, a margem em relação ao Ebitda ajustado cresceu de 26,5%, no quarto trimestre de 2011/12, para 35,4% nos três meses encerrados em março.

Já a receita líquida cresceu 55,6%, para R$ 403,81 milhões. O aumento decorreu do aumento dos volume de açúcar e etanol anidro (misturado à gasolina) comercializados no trimestre. A receita líquida das vendas de açúcar cresceu quase 120% e a de etanol anidro, 48%, na comparação anual. Em compensação, a receita com a venda de etanol hidratado (vendido na bomba) recuou 20,9%.

Segundo Fábio Venturelli, presidente da companhia, a melhora do desempenho operacional no trimestre refletiu o maior volume processado de cana e o perfil das vendas. "Adotamos a estratégia de comercializar mais no último trimestre, o que se mostrou acertado".

Em toda a safra 2012/13, a São Martinho acumulou um lucro líquido de R$ 72,9 milhões, o que significou uma queda de 42,41% em relação ao ciclo anterior. A companhia atribuiu a redução a "variações contábeis sem efeito no fluxo de caixa", entre as quais destacou um aumento de R$ 101,1 milhões nas despesas com depreciação e um ganho não recorrente de R$ 24,9 milhões reconhecido no exercício anterior.

Apesar do lucro menor, o resultado operacional da companhia melhorou. No ano, a São Martinho registrou um Ebitda ajustado de R$ 651,9 milhões, 21,4% maior que o dos 12 meses anteriores. A margem em relação ao Ebitda subiu 0,6 ponto percentual, para 39,8%. Já a receita cresceu 19,7%, para R$ 1,63 bilhão.

O aumento de receita e Ebitda se deveu basicamente ao maior volume de cana processada. Na safra 2012/13, a São Martinho processou 12,91 milhões de toneladas da matéria-prima, 21,9% a mais que na safra anterior.

No período, a empresa ampliou em 25,3% a produção de açúcar (para 970 mil toneladas) e em 43,9% a produção de álcool anidro (para 275 mil metros cúbicos), mas reduziu em 5,8% a produção do etanol hidratado, para 177 mil toneladas. A companhia atribuiu o aumento da moagem à recuperação da produtividade dos canaviais e à consolidação dos números da usina Santa Cruz, adquirida em dezembro de 2011.

Apesar do melhor desempenho operacional, o resultado financeiro da São Martinho piorou na safra 2012/13. A empresa fechou a temporada com um prejuízo líquido de R$ 100,6 milhões, 43% maior do que o registrado na safra anterior, o que reflete o aumento de 67% na dívida líquida, para R$ 1,22 bilhão. Já o nível de alavancagem (medido pela relação entre a dívida líquida e o Ebitda) subiu de 1,6 vez, em março de 2012, para 2,2 vezes, no fim do ciclo.

Segundo Venturelli, o resultado refletiu os investimentos realizados no último ano - entre os quais a compra dos ativos agrícolas da usina São Carlos, pertencente à Biosev, por R$ 200 milhões, concluída em março. "Fizemos uma série de aportes que oneraram a dívida líquida, mas cujo impacto sobre o Ebitda só vão aparecer no próximo exercício. Quando isso acontecer, acreditamos que a alavancagem voltará a ficar abaixo de 2".

Para esta safra 2013/14, a São Martinho prevê esmagar 15,3 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, um aumento de 18,6%. Até março, a companhia havia fixado o preço de um volume de 608,5 mil toneladas de açúcar (que corresponde a 83% da exposição líquida da companhia à commodity) por 21,15 centavos de dólar por libra-peso - ontem, o produto fechou a 17,14 centavos de dólar por libra-peso em Nova York.

Segundo Venturelli, a companhia deve ampliar de maneira significativa sua produção de etanol no novo ciclo. A previsão é que 52% de toda a cana processada seja destinada à fabricação de biocombustível, ante apenas 43% na safra 2012/13. "Há uma expectativa de recuperação na demanda por etanol hidratado, e um estímulo à oferta por causa da queda no preço do açúcar."

Gerson Freitas Jr.

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