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S&P eleva nota da São Martinho por níveis de dívida “consistentemente baixos”

Perspectivas de geração de caixa, alavancagem e novos investimentos contribuem para melhora na classificação


novaCana.com - 31 out 2019 - 09:09 - Última atualização em: 06 nov 2019 - 15:37

O grupo São Martinho teve seu rating de crédito elevado pela S&P Global Ratings, conforme relatório lançado em 23 de outubro. Na escala nacional, a nota foi de BB+ para BBB-, enquanto na global, ela foi reafirmada em brAAA, ambas com perspectiva estável.

Segundo a S&P, a elevação reflete a capacidade da empresa de ter uma geração de fluxo de caixa operacional livre (FOCF) “consistentemente positivo”, além de baixa alavancagem sustentada nos últimos anos, “com provada resiliência mesmo diante de uma desaceleração da indústria”.

Além disso, conforme o documento, a elevação do rating também é um reflexo das políticas financeiras conservadoras da administração do grupo e do compromisso em manter a dívida baixa. Ainda assim, a São Martinho está investindo em projetos: “Eles devem melhorar ainda mais a rentabilidade e a resiliência de negócio da companhia no longo prazo”.

Segundo o relatório, estes projetos envolvem um Centro de Operações Agrícolas (COA), mudas pré-brotadas, meiosi e expansão da cogeração. Recentemente, o grupo vendeu 177 GWh no leilão A-6, em um contrato com prazo de 25 anos, exigindo investimentos de R$ 320 milhões – o processo deve adicionar entre R$ 20 milhões a R$ 30 milhões ao seu Ebitda anual a partir de 2023.

De acordo com a S&P, a capacidade do grupo para investir em projetos de longo prazo, melhorando as margens, existe porque há uma liquidez confortável e forte flexibilidade financeira.

Outro projeto previsto é a construção de uma planta de etanol de milho anexa à usina Boa Vista, em Goiás. Para isso, o investimento necessário é de aproximadamente R$ 350 milhões. A estimativa produtiva é de 200 milhões de litros de etanol de milho por ano, ou 20% da atual produção do grupo.

“Projetamos que essa planta será capaz de gerar receitas anuais entre R$ 450 milhões e R$ 500 milhões, com um Ebitda em torno de R$ 140 milhões e R$ 180 milhões”, explica o documento.

Confira, na versão completa, os detalhes sobre a situação financeira do grupo sucroenergético, seus investimentos e os motivos que levaram à elevação da nota.


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