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Riscos no trading ameaçam sucroenergéticas; gerenciamento bem-feito pode ser a saída

Diretores da Archer e da Cargill Risk Management defendem ampla divulgação de cases de gerenciamento bem-sucedidos, como o da Raízen


novaCana.com - 18 jun 2019 - 10:08 - Última atualização em: 19 jun 2019 - 14:08

A forma de administrar uma usina e comercializar os produtos derivados da cana-de-açúcar vem mudando muito na última década. A importância da rapidez na flexibilização do mix de produção e a proteção em momentos de preços baixos, ou de desvalorização do real, são preocupações atuais de todo e qualquer gestor.

“No começo, a gente só precisava saber de poucas coisas, como supply e demand [fornecimento e demanda]. Como está o estoque? Se sobrar a gente vende, se faltar a gente guarda. Mas hoje está bem diferente”. As palavras de Arnaldo Corrêa, diretor da Archer Consulting, no 15º F.O. Licht's Sugar & Ethanol Brazil Anual, concretizam a visão de que o usineiro precisa lidar com diferentes variáveis para proteger seus ativos e garantir resultados positivos.

A entrada dos derivativos do açúcar – mercados com operação de liquidação futura –, especialmente desde o fim da década de 1990, permitiu que as empresas façam o hedge, uma das principais estratégias de gestão de risco. As usinas passaram a garantir suas vendas a partir de uma posição do mercado futuro, minimizando a chance de perdas de um mercado à vista. Com isso, elas passaram a comercializar mais e a participar mais ativamente do mercado, o que também passou a representar novos riscos.

As flutuações do mercado já são um conglomerado de riscos por si só. Atualmente, questões como as variações do dólar e do preço do açúcar e do petróleo, o excedente do adoçante a nível mundial, a moagem de cana-de-açúcar – que está estagnada há anos –, a situação de endividamento das usinas, dentre muitas outras, representam preocupações para os produtores, de acordo com o diretor da Archer.

O diretor para o Mercosul da Cargill Risk Management, Francisco Gomes, concorda. Durante o mesmo evento da F.O. Licht, ele comenta que o ambiente atual das negociações dos produtos da cana-de-açúcar é muito diverso, especialmente na comparação com 15 anos atrás. “Havia apenas duas regras. A primeira era ganhar dinheiro e a segunda era não esquecer da primeira regra”, brinca, afirmando que o trade era mais simples: “Não envolvia tantos riscos, tanta incerteza”.

Nestes anos, a área de gerenciamento de risco também mudou muito, graças ao uso de tecnologias, ao impacto de fatores geopolíticos e econômicos diretamente relacionados ao desenvolvimento de preços e à rotatividade dos mercados, entre outros aspectos. Com tantas incertezas, é preciso diminuir as ameaças aos negócios das empresas.

Confira, na versão completa, as sugestões de estratégias de gerenciamento de risco sugeridas por Francisco Gomes e Arnaldo Corrêa, além do case de sucesso da Raízen.

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