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Financeiro

Em recuperação judicial e com prejuízo bilionário, Atvos determina salários de administradores


O Globo - 21 ago 2020 - 14:15
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Da esquerda para a direita: Juliana Baiardi, Alexandre Almeida e Marcelo Odebrecht

Atualização (21/08, às 16h): A Atvos nega a informação reportada pelo jornal O Globo. O texto abaixo foi alterado para incluir o posicionamento da empresa.

A Atvos (antiga Odebrecht Agro), empresa de etanol da Odebrecht, está em recuperação judicial, é dona de uma dívida de R$ 15 bilhões e teve um prejuízo de R$ 1,5 bilhão em 2019/20, mas nem por isso é avarenta no momento de pagar a remuneração de seus diretores.

Segundo coluna publicada no jornal O Globo, a presidente da companhia, Juliana Baiardi, e o diretor financeiro, Alexandre Almeida, receberão um total de R$ 32,8 milhões, entre salários e bônus. E a própria dupla poderia definir o valor que cada um merece neste montante.

De acordo com a Atvos, porém, esta informação é “absolutamente falsa”. Em nota enviada ao novaCana, a companhia relata que, em assembleia realizada no dia 20 de junho, foi aprovada uma remuneração no valor global de R$ 32 milhões como limite de pagamentos e encargos tributários para todo o quadro de administradores da companhia.

Segundo a companhia, isso inclui membros do conselho de administração a ser instalado, membros de um eventual conselho fiscal e novos diretores, que devem ser eleitos ao longo do ano. Além disso, o valor também deve englobar administradores que integrarão uma nova sociedade, que está sendo constituída para dar cumprimento ao plano de recuperação judicial da empresa.

“Destaca-se ainda que o limite de remuneração é uma projeção que poderá, ou não, ser paga durante o exercício de 2020/21 e o pagamento ainda dependerá de outras decisões a serem tomadas pela companhia no curso do exercício, em conformidade, inclusive, com o seu desempenho”, acrescenta a Atvos.

A empresa ainda afirma que a submissão do valor para a remuneração global dos administradores e demais executivos durante a assembleia geral de acionistas vai além da exigência legal. A princípio, só haveria a exigência da aprovação da remuneração dos diretores da Atvos.

Desta forma, a companhia alega que a apresentação dos valores foi realizada como uma demonstração de transparência. “[A administração visa] os melhores interesses de seus credores, acionistas, e das mais de treze mil famílias diretamente ou indiretamente dependentes da continuidade das atividades desta que a segunda maior produtora de etanol do país”, complementa.

Baiardi e Almeida são executivos de longa data do grupo. Baiardi está no cargo por indicação de Emilio Odebrecht e é filha de um dos ex-braços-direitos de Emílio, Renato Baiardi, ex-presidente da construtora, acionista e uma figura importante na construção do grupo. Para completar, ela tem uma característica rara na organização: é uma das poucas pessoas que têm a confiança de Emilio e de Marcelo Odebrecht.

Já Almeida é funcionário da área financeira do grupo há mais de duas décadas. Na Braskem, ficou por 16 anos; e é CFO da Atvos há sete anos.

Lauro Jardim
Com informações adicionais da Atvos e edição novaCana.com


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