Financeiro

Raízen Energia tem prejuízo de R$ 20,5 mi no segundo trimestre da safra 2020/21

No acumulado do semestre, perdas líquidas da companhia chegam a R$ 127,2 milhões


novaCana.com - 16 nov 2020 - 12:27 - Última atualização em: 17 nov 2020 - 08:22

O grupo de energia e infraestrutura Cosan apresentou uma queda anual de 43,7% em seu lucro referente ao período de julho a setembro. De acordo com a companhia, o resultado foi afetado por uma redução no valor das ações da empresa de logística Rumo e pelo menor rendimento de aplicações, além de efeitos cambiais negativos.

Em divulgação realizada na sexta-feira, 13, após o fechamento do mercado, a companhia afirmou que a Raízen Energia, que controla 26 usinas pelos país, teve um prejuízo líquido de R$ 20,5 milhões no trimestre. O valor se refere à percepção da Cosan sobre os resultados da sucroenergética, mas reflete a totalidade do desempenho da empresa.

Apesar disso, o Ebitda ajustado da Raízen Energia avançou 14,9% na comparação ano a ano, para R$ 974 milhões.

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Conforme a Cosan, o valor foi suportado pelo maior volume de vendas de açúcar próprio, em linha com o plano de comercialização da safra, com preços médios superiores, refletindo a estratégia de proteção de preços em reais. “Adicionalmente, ganhos de eficiência resultaram em menor custo unitário”, afirma a empresa.

Receita, vendas e preços

Segundo os números divulgados, a Raízen teve uma receita líquida de R$ 7,32 bilhões no segundo trimestre da safra 2020/21, o que representa uma queda de 4,9% ante os R$ 7,7 bilhões vistos um ano antes.

Uma parte relevante deste valor foi obtido com as vendas de açúcar, que representaram R$ 2,44 bilhões – 311,5% a mais que um ano antes. De acordo com a empresa, o preço médio do adoçante subiu 22% no período, para R$ 1.406/t. No total, foram comercializados 1,74 milhões de toneladas de adoçante.

Já as vendas de etanol tiveram uma queda de 15,3%, fechando em R$ 2,57 bilhões. Neste caso, houve um aumento de 5% no preço médio, para R$ 2.301/m³, mas o volume vendido caiu 20%, para 1,12 bilhão de litros. “O menor volume está alinhado à estratégia de produção para o ano-safra, com foco na maximização do açúcar e de comercialização do biocombustível”, completa a Cosan.

Uma queda relevante na receita, entretanto, se deu nas vendas classificadas como “outros produtos e serviços”, que tiveram um declínio de 41% e passaram para R$ 1,72 bilhão. De acordo com a Cosan, o valor é composto pela importação de derivados de petróleo e outros produtos e serviços.

Moagem e produção

No trimestre, a moagem da Raízen Energia cresceu 3,4% em relação ao mesmo período de 2019/20, chegando a 27,62 milhões de toneladas.

A sucroenergética ainda registrou um rendimento médio de 77 toneladas por hectare, além de uma concentração de 145 quilos de açúcar total recuperável (ATR) por tonelada de cana. Estes valores representam crescimentos de 12,8% e 3,5%, respectivamente.

“O menor volume de chuvas do período permitiu a aceleração da moagem, que, combinado à maior produtividade, contribuíram para aumentar a produção de açúcar equivalente”, relata a Cosan. Na média trimestral, a Raízen obteve 11 toneladas de ATR por hectare.

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Segundo os números divulgados, a produção de açúcar da Raízen foi de 2,09 milhões de toneladas no trimestre, alta de 14,6%. Por sua vez, a produção de etanol foi de 1,1 bilhão de litros, o que representa uma queda de 2,7%.

No acumulado da safra, a Raízen Energia moeu 49,46 milhões de toneladas, resultando em uma produção de 3,54 milhões de toneladas de açúcar e de 1,88 bilhão de litros de etanol.

Renata Bossle – novaCana.com


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