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Financeiro

Após prejuízo líquido de R$ 197,981 mi em 2014/15, Clealco corta Capex em 50%


Agência Estado - 16 jul 2015 - 10:17

O Grupo Clealco registrou prejuízo líquido de R$ 197,981 milhões em 2014/2015, segundo informações da companhia que constarão do balanço financeiro do período a ser publicado hoje (16). O resultado é 116% superior ao prejuízo de R$ 91,667 milhões de 2013/2014 da companhia sucroenergética que possui três unidades processadoras de cana-de-açúcar localizadas nos municípios paulistas de Clementina, Queiroz e Penápolis. Em 2012/2013 foi registrado um lucro líquido de R$ 41,696 milhões.

De acordo com o diretor comercial do Grupo Clealco, Gabriel Carvalho, o maior impacto negativo no balanço foi a variação cambial estimada em 41,6% no ano passado, com o dólar saindo de R$ 2,26 para R$ 3,20. Com isso, a companhia relatou R$ 179 milhões em perdas com a variação cambial e R$ 73 milhões em operações com derivativos atreladas ao dólar, um total de R$ 252 milhões de impacto negativo no balanço. "No entanto, parte desse valor deve ser compensada durante este período (2015/2016) com as exportações de açúcar que também são em dólar", afirmou Carvalho ao Broadcast.

Por outro lado, a companhia registrou um crescimento de 29,4% no faturamento entre os períodos, de R$ 792 milhões para R$ 1,025 bilhão, e encerrou 2014/2015 com um lucro operacional de R$ 50,2 milhões. O volume de cana-de-açúcar processado cresceu 12,3% e atingiu o recorde 9,2 milhões de toneladas em 2014/2015, mesmo com a oferta de matéria-prima 12% inferior à prevista por conta dos impactos da seca do ano passado. A produção de açúcar cresceu 6,5% ante 2013/2014, para 626,7 mil toneladas, a de etanol hidratado cresceu 2,7%, para 236,297 milhões de litros, e o grupo relatou ainda a primeira produção de etanol anidro, com um volume de 58 milhões de litros.

Com os resultados negativos dos últimos períodos e com a perspectiva de uma boa safra em 2015/2016, o Grupo Clealco iniciou um processo de reestruturação financeira que incluiu a troca de gestores, a redução em 50% no capex (investimentos) e a renegociação de R$ 250 milhões de dívidas de curto prazo, segundo o diretor comercial da companhia. De acordo com Carvalho, os investimentos, principalmente em renovação de canaviais e equipamentos para corte, colheita e transporte serão de R$ 100 milhões em 2015/2016, ante os R$ 200 milhões estimados. "A companhia já investiu muito, está moendo bem e o clima e a qualidade da cana estão bons. Por isso, decidiu segurar um pouco o capex", explicou.

Ainda segundo Carvalho, dos R$ 250 milhões em dívidas de curto prazo a serem renegociados, R$ 120 milhões já foram prorrogados para um prazo de cinco anos e o restante já tem "uma sinalização positiva dos grandes bancos para ser renegociado". Na safra 2015/2016, o Grupo Clealco estima esmagar 10,7 milhões de toneladas de cana, crescimento de 16% ante a safra 2014/2015, produzir 790 mil toneladas de açúcar, 320 milhões de litros de etanol e 151 mil MWh de energia.


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