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Preços favoráveis dos produtos melhoram situação financeira das sucroenergéticas

Estudo do Itaú BBA aponta aumento das receitas líquidas e redução das dívidas


Folha de S. Paulo - 10 jan 2022 - 10:34

Nota da edição: Conteúdo originalmente publicado em 28 de dezembro de 2021

A saúde financeira das usinas melhorou na safra 2020/21, e o cenário para o período 2021/22 também é positivo, embora ainda haja algum desequilíbrio no setor.

Já para a safra 2022/23, um dos grandes desafios continua sendo o clima. Além disso, os custos dos insumos e do dinheiro vão pesar muito na atividade.

As previsões são dos analistas do Itaú BBA, que destacam ainda a volatilidade do mercado de capital e a gestão de risco do período.

Os bons preços no setor permitiram às usinas obter o melhor resultado operacional dos últimos anos, o que resultou em uma boa geração de caixa e redução das dívidas.

As receitas líquidas totais — tomando como base 59 grupos do Centro-Sul, e que representam 60% da moagem de cana em 2020/21 — atingiram R$ 79,2 bilhões, com Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de R$ 23,1 bilhões.

A dívida líquida, que era de R$ 50,7 bilhões em 2019/20, recuou para R$ 45,6 bilhões na safra 2020/21.

Nos cálculos dos analistas, a moagem de cana-de-açúcar recua para 525 milhões de toneladas nesta safra, mas sobe para 545 milhões na próxima.

O ATR médio (Açúcar Total Recuperável) voltará a cair na safra 2022/23, ficando em 143 quilos por tonelada de cana, um recuo de 2,1% em relação à safra 2021/22.

A distribuição da moagem da cana entre açúcar e etanol muda pouco na próxima safra. Na atual, 45,4% da cana colhida foi para a produção de açúcar. Na próxima, o percentual deverá ser de 45,2%.

A produção sobe, tanto a de açúcar como a do combustível. Nos cálculos do Itaú BBA, a produção da commodity será de 32,5 milhões de toneladas nesta safra e de 32,9 milhões na próxima.

No mesmo período, a produção total de etanol passa de 24,1 bilhões de litros para 24,6 bilhões, com aumento de 2%. As usinas deverão colocar, em 2022/23, a mesma quantidade de etanol hidratado desta safra, estimada em 14,1 bilhões de litros, mas elevam para 10,5 bilhões a oferta de etanol anidro, uma alta de 4,8%.

A produção de etanol de milho mantém crescimento consistente. Na próxima safra, a produção deverá atingir 4 bilhões de litros, com evolução de 17,6% em relação ao que será produzido em 2021/22.

Segundo acompanhamento de preços do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a saca de açúcar está sendo negociada a R$ 156 no estado de São Paulo, um valor 46% superior ao de há um ano.

O etanol hidratado teve evolução ainda maior, subindo 63% no período. O litro do combustível vale R$ 3,34 nas usinas paulistas.

Mauro Zafalon


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