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Odebrecht Agroindustrial encerra safra 2015/16 com prejuízo de R$ 1,9 bilhão


NovaCana - 20 jul 2016 - 12:21

Para a Odebrecht Agroindustrial (ODB Agro), braço sucroalcooleiro da holding Odebrecht, a safra 2015/16, exercício encerrado em 31 de março, significou novo prejuízo líquido. Em sua segunda temporada consecutiva no vermelho, a companhia registrou um rombo 59% maior do que no ciclo anterior, agora em mais de R$ 1,9 bilhão.

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A piora do desempenho reflete o crescimento dos custos financeiros e ocorreu antes da renegociação de sua dívida, firmada em junho. O acordo de renegociação de débitos que somam R$ 10 bilhões prevê uma injeção de mais R$ 6 bilhões para tentar recuperar a companhia, além de novos prazos de pagamentos de alguns de seus débitos.

A forte influência da despesa financeira aparece no balanço, com um crescimento de 66% na comparação com a temporada anterior, em um total de R$ 2,5 bilhões.

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Além disso, os números referentes às dívidas com empréstimos e financiamentos a vencer no curto prazo revelam um crescimento significativo no período. Do volume total de dívidas, as que vencem em até 12 meses representavam uma fatia de 35,2% em 31 de março, acima dos 22,7% de um ano antes.

Em valores, elas mais que dobraram, passando de R$ 3 bilhões da safra 2014/15 para R$ 5 bilhões na temporada 2015/16.

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Por meio das notas explicativas, a companhia informou que, com a concretização da renegociação, a dívida alocada no curto prazo representará cerca de 2,8%, e o prazo médio passará de 3,6 anos para oito anos.

Vale registrar ainda que, ontem, o grupo Odebrecht anunciou que já fechou reestruturação de um montante de R$ 7 bilhões da dívida (de um total de R$10 bilhões) com Banco do Brasil, BNDES, Bradesco, Itaú e Santander. Para fechar negócio, os bancos exigiram que metade do valor da dívida fosse garantida por 100% das ações que companhia possui na Braskem. Além disso, com a renegociação, a Agroindustrial terá 13 anos para quitar o saldo devedor e a primeira parcela vence somente daqui a cinco anos.

A ODB Agro ainda destacou no balanço a necessidade da liberação do aporte de R$ 6,2 bilhões, que está sujeita ao cumprimento de determinadas condições precedentes, principalmente a documentação relacionada ao registro dos novos contratos e constituição e averbações das garantias negociadas.

Na nota à imprensa divulgada ontem (20), a companhia informou que essa capitalização será feita com cerca de R$ 2 bilhões em ativos e R$ 4 bilhões em aporte financeiro – deste total, R$ 2,5 bilhões servirão para pagar os bancos.

Resultado operacional

A receita líquida da Odebrecht Agroindustrial cresceu 45%, indo de R$ 2,5 para R$ 3,7 bilhões no encerramento da safra 2015/16. O desempenho operacional foi favorecido pela melhora dos índices de produtividade nos canaviais, informou a empresa à imprensa.

Isso permitiu que as unidades da Odebrecht Agroindustrial processassem 23% mais cana que na safra anterior, ou 29,3 milhões de toneladas. Com isso, a companhia produziu 2 bilhões de litros de etanol, 455 mil toneladas de açúcar VHP e forneceu biomassa para exportar 2,1 mil gigawatts/hora (GWh) ao sistema elétrico.

Por outro lado, os custos da companhia ainda se mantêm altos e cresceram mais de 22% no período, o que fez com que a empresa fechasse novamente a temporada com prejuízo operacional.

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Em comunicado à imprensa, a empresa informou que projeta, para a safra 2016/17, moer 31 milhões de toneladas de cana e produzir 2,2 bilhões de litros de etanol e 640 mil toneladas de açúcar VHP, além de 2,2 mil GWh de energia elétrica a partir da biomassa.

Marina Gallucci – novaCana.com


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