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Financeiro

Lucro da São Martinho cresceu 20,5%


Valor Econômico - 12 nov 2013 - 08:28
grafico saomartinho 121113Impulsionados por uma moagem de cana maior e custos de produção mais baixos, os resultados do grupo sucroalcooleiro São Martinho melhoraram no segundo trimestre desta safra 2013/14, encerrado em 30 de setembro, em relação a igual período do ciclo passado. O presidente da companhia, Fábio Venturelli, afirma que esse foi mais uma vez um "trimestre histórico", com novos recordes tanto no lucro líquido e quanto no operacional.

O grupo, que controla duas usinas de cana-de-açúcar em São Paulo e tem participação em outras duas, informou ontem que seu lucro líquido cresceu 20,5% no trimestre, para R$ 60,9 milhões, na comparação ao realizado no mesmo intervalo de 2012.

Apesar dos preços deprimidos do açúcar e dos menores volumes vendidos da commodity, a companhia elevou em 12,4% sua receita líquida nos três meses encerrados em 30 de setembro, para R$ 614,4 milhões. O melhor momento do etanol explica a alta. Em volume, as vendas de etanol anidro cresceram 120% e as de hidratado, 67,5%. Os preços médios do biocombustível também avançaram. O do hidratado subiu 8,14% no período e o do anidro, 12%. Já os preços médios do açúcar foram na contramão e recuaram 7,3% no trimestre em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

Mesmo com uma moagem de cana-de-açúcar 30% maior nesta temporada (até 30 de setembro) 2013/14, a São Martinho diluiu seus custos fixos e reduziu o custo de produção do açúcar e do etanol no período, explica Venturelli. Nos seis meses da temporada, o custo (caixa) da commodity recuou 3,2%, a R$ 392,6 por tonelada. O do etanol caiu 10,7%, para R$ 614,3 por metro cúbico.

O lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado - com a variação do valor dos ativos biológicos (cana) - cresceu no trimestre 0,7%, para R$ 239,9 milhões na comparação com igual intervalo do ciclo passado. Segundo o diretor de relações com investidores do grupo, Felipe Vicchiato, a menor comercialização de açúcar - 52% da receita do período vieram de açúcar, ante 80% do mesmo trimestre do ano passado - também impactou na margem Ebitda, que recuou 4,5 pontos percentuais, para 39,1%.

Para a próxima temporada, os preços de venda do açúcar pela companhia sinalizam uma pequena queda, se considerada a posição de hedge até 30 de setembro. Segundo balanço publicado pela empresa, a combinação entre hedge de açúcar na bolsa de Nova York e de câmbio resultou para a safra 2014/15 em uma precificação média de 41,33 centavos de real por libra-peso, 1,2% abaixo dos 41,83 centavos de real por libra-peso da precificação média da atual safra, a 2013/14.

Segundo o diretor de relações com investidores da São Martinho, Felipe Vicchiato, ainda há potencial para elevar essa média para 2014/15, visto que há mais espaço para hedge cambial. "O volume hedgiado da commodity seria compatível com um hedge cambial de US$ 95 milhões. No entanto havia em 30 de setembro apenas US$ 80 milhões fixados em câmbio, o que ainda abre espaço para uma posição de US$ 15 milhões", afirma Vicchiato.

O dólar também trouxe um efeito contábil para o endividamento da companhia. Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, a dívida líquida da empresa cresceu 24% no período, para R$ 1,5 bilhão, o equivalente a 1,99 vez o Ebitda (dos últimos 12 meses). Em relação ao trimestre anterior, findo em 31 de março deste ano, a dívida líquida cresceu 5,5%.

"A desvalorização cambial no período aumentou a dívida em dólar em aproximadamente R$ 100 milhões. Considerando que todo endividamento em dólar está atrelado às futuras exportações da companhia, no momento que as mesmas ocorram, essa perda será revertida integralmente", afirmou Venturelli.

Nesta temporada 2013/14, a empresa deve processar 15,3 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, produzir 996 mil toneladas de açúcar, 419 milhões de litros de etanol anidro e 225 milhões de litros de etanol hidratado.

Fabiana Batista

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