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Lucro da São Martinho cresce 184,7% no 2º trimestre, mas empresa reduz projeções


Agência Estado - 10 nov 2016 - 08:41

O Grupo São Martinho reportou nesta quarta-feira, 9, lucro líquido de R$ 68,91 milhões no segundo trimestre do ano-safra 2016/17, correspondente aos meses de julho, agosto e setembro. O montante é 184,7% maior na comparação com o de R$ 24,20 milhões de igual período do ano passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 368,70 milhões (mais 15,6%), com a margem Ebitda Ajustado variando de 46,7% para 47,3%. A receita líquida passou de R$ 683,60 milhões para R$ 779,32 milhões entre os trimestres.

Em 30 de setembro, a dívida líquida do Grupo São Martinho atingia R$ 2,84 bilhões, ante R$ 3,23 bilhões em igual data do ano passado. Com isso, a empresa diminuiu seu nível de alavancagem, de 2,81 vezes para 1,95 vez.

Comercialização com pensamento estratégico

Segundo publicado pelo Valor Econômico, a estratégia de venda foi desenhada diante da perspectiva do fim da isenção tributária do PIS/Cofins sobre o etanol a partir do ano que vem, o que deve tirar competitividade do produto. Por isso, a prioridade foi vender o etanol hidratado enquanto ainda há alguma vantagem sobre a gasolina. Até o segundo trimestre, a São Martinho já havia vendido 56% do etanol hidratado previsto para ser produzido neste ciclo.

"O custo de carregamento dos estoques também foi um fator relevante", afirmou Fábio Venturelli, presidente da São Martinho, ao Valor. Além do custo, também houve necessidade de antecipar as vendas por causa da limitação do espaço nos tanques da Usina Boa Vista, em Quirinópolis (GO). A unidade, inclusive, está recebendo um investimento de R$ 17,5 milhões para ter sua capacidade de armazenamento ampliada em 40 milhões de litros para a próxima safra.

Desde o início da safra, a São Marinho vendeu 56% do volume previsto para ser produzido na temporada. A venda do etanol anidro, por sua vez, foi deixada um pouco mais para o fim da safra, tanto que até o fim do trimestre as vendas haviam alcançado 49% do previsto.

A São Martinho também aproveitou a alta do açúcar para acelerar a fixação dos preços de venda da commodity. Apenas no último trimestre, a companhia fixou 200 mil toneladas de açúcar, ante 150 mil no trimestre anterior, a um preço médio acima de R$ 1.200 por tonelada. A fixação do período anterior ficara aquém desse patamar.

Apenas no último trimestre, o volume efetivamente vendido de açúcar, concentrado em grande parte no mercado externo, cresceu 17,3%, para 327,5 mil toneladas. Com a alta dos preços, a receita da São Martinho com essas vendas teve avanço de 33,3%, para R$ 386,7 milhões.

Projeção de moagem e produção de açúcar em queda

A São Martinho revisou sua projeção de moagem de cana-de-açúcar na safra 2016/17 para 19,26 milhões de toneladas, ante previsão anterior de 20,55 milhões de toneladas, segundo comunicado divulgado pela empresa.

A companhia reduziu também sua projeção de produção de açúcar em 2016/17 para 1,297 milhão de toneladas, ante projeção anterior de 1,356 milhão de toneladas.

O Grupo São Martinho possui quatro usinas: São Martinho, em Pradópolis (SP); Iracema, em Iracemápolis (SP); Santa Cruz, em Américo Brasiliense (SP); e Boa Vista, em Quirinópolis (GO), esta última uma joint venture com a Petrobras Biocombustível. Juntas, essas unidades têm capacidade para processar até 22 milhões de toneladas de cana por safra.

Com informações adicionais da Reuters e do Valor Econômico; edição novaCana.com

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