Financeiro

Lucro da São Martinho na entressafra foi 21,9% superior ao registrado em 2015


NovaCana - 07 jun 2016 - 11:03

Um dos principais produtores de açúcar e etanol do Brasil, o grupo São Martinho divulgou ontem (6) seus resultados financeiros referentes ao último trimestre da safra 2015/16. De acordo com a empresa, o lucro líquido do período foi de R$ 68,9 milhões – um crescimento de 21,9% em relação à entressafra anterior.

No acumulado da safra, o lucro líquido totalizou R$ 194,3 milhões, o que representa uma redução de 32,1% em relação à safra anterior. De acordo com a companhia, a queda está relacionada principalmente ao aumento das despesas provocado pela variação cambial e ao ganho de R$ 79,9 milhões que foi contabilizado no exercício anterior pela venda da participação da companhia na Agropecuária Boa Vista.

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De acordo com o relatório divulgado, o Grupo São Martinho processou 20 milhões de toneladas na safra 2015/16, um crescimento de 7% em relação à temporada anterior. Já o ATR médio caiu 8,9% dado o grande volume de chuvas na região Centro-Sul. “Para a safra 16/17, esperamos um crescimento de 8,1% no volume de produção (medido em ATR equivalente)”, completa o documento.

No quarto trimestre da safra, a receita líquida da companhia totalizou R$ 818,1 milhões, um aumento de 13,9% em relação ao mesmo período da safra anterior. Segundo o relatório, a melhora no resultado ocorreu principalmente pelo crescimento no volume de vendas de açúcar e etanol anidro, com preços superiores ao mesmo período da safra passada.

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No período acumulado, a receita líquida somou R$ 2,83 bilhões, crescimento de 20,5% em relação à safra anterior.

Dívida

O Grupo São Martinho aumentou sua dívida líquida em 8,4% durante a safra 2015/16, totalizando aproximadamente R$ 2,8 bilhões. Por outro lado, a companhia encerrou a temporada comum indicador Dívida Líquida/EBITDA em 2,14 vezes. O índice, que indica o grau de alavancagem, melhorou em relação ao ano anterior, quando estava em 2,24 vezes. Quanto menor o índice, menos arriscado é fazer negócios com a empresa.

De acordo com a companhia, os principais fatores que afetaram o endividamento foram a variação cambial nas dívidas de longo prazo em moeda estrangeira (R$ 170 milhões) e o capital de giro necessário para fazer frente às posições de açúcar fixadas (R$ + 85 milhões).

“Tais impactos serão revertidos integralmente no momento que realizarmos nossas exportações de açúcar nas próximas safras”, garante o relatório.

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Ebitda

No quarto trimestre da safra 2015/16, o Ebitda (sigla em inglês para lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da São Martinho totalizou R$ 346,3 milhões (margem Ebitda de 42,3%). De acordo com a empresa, isso representa um crescimento de 8,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No acumulado do ano, o Ebitda ajustado cresceu 19,2%, atingindo R$ 1,3 bilhão (margem Ebitda de 46%). “O aumento do indicador foi resultado do maior volume de vendas de etanol e melhores preços de açúcar e etanol”, justifica a São Martinho.

Já o Ebit (lucro antes de juros e imposto de renda) ajustado, por sua vez, totalizou R$ 147,6 milhões (margem Ebit ajustada de 18%), apresentando aumento de 5,9% em relação ao quarto trimestre de 2014/15. No acumulado do ano, o Ebit da São Martinho cresceu 14,8%, atingindo R$ 565,3 milhões (margem Ebit de 20%).

Perspectivas

Os resultados também anunciam que a São Martinho está com sua estratégia traçada para a atual safra. “Em 31 de março de 2016, nossas fixações de preços de açúcar para a safra 2016/17 totalizavam 767,1 mil toneladas ao preço médio de USD 14,42 cents/libra-peso, representando aproximadamente 69% de hedge referente a cana própria ou 54% do total”, complementa a companhia em relatório.

Ainda com relação às vendas, a companhia destacou sua atuação por meio de contratos NDF (Non-Deliverable Forward). Esse tipo de contrato representa um termo negociado diretamente com o banco, no mercado de balcão; ou seja, sem passar pela bolsa de valores.

“Na mesma data [31 de março], possuíamos NDFs de dólar no montante de US$ 102,6 milhões com preços médios de R$ 4,09, destinados à exportação de açúcar da safra 16/17”, aponta a empresa, que complementa: “O volume NDFs de dólar nesta data representava, aproximadamente, 32% da cana própria ou 22% do total”.

novaCana.com


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