Financeiro

Com governança forte e comportamento de companhia de capital aberto, sucroenergética teve sucesso com seu IPO e pode abrir o caminho para outras

Após um hiato de oito anos, a Jalles Machado foi a responsável pela reestreia do agronegócio – ou, mais especificamente, do setor sucroenergético – na bolsa de valores brasileira. A companhia também foi a primeira a abrir capital na história de Goiás.

De acordo com especialistas consultados pelo NovaCana, o processo de IPO – sigla em inglês para oferta pública inicial, feita quando a empresa deseja acessar a bolsa de valores – por uma empresa de médio porte demostra um maior apetite dos investidores no capital brasileiro. O movimento também dá sinais de um crescente interesse destes investidores na área agrícola, ganhando mais confiança para alocar seu capital.

“Se tem um setor com mais oportunidades e posição na bolsa, o investidor vai buscar se profissionalizar nele”, considera o chefe de agro, consumo e varejo da XP Investimentos, Pedro Freitas, que expressa que o setor agrícola, com menos exposição no mercado de ações, acaba não sendo prioridade.

Assim, o maior ingresso destas empresas na B3 pode deixar o caminho menos tortuoso para que outras sucroenergéticas, por exemplo, também sigam este rumo, desde que possuam bons níveis de crescimento, governança, custo-caixa e gestão de risco.

Conforme o diretor financeiro da Jalles Machado, Rodrigo Penna, a abertura de capital não era uma meta a curto prazo da empresa. “Não pensávamos nisso por agora, achávamos que a companhia ainda não tinha porte”, relata.

Ele conta que a Jalles Machado foi instigada pela XP Investimentos, com quem já tinha um relacionamento na área de mercado de capitais, especialmente por conta de emissões de Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA). “Eles disseram que tínhamos uma geração de Ebitda grande, éramos uma empresa com governança organizada e questionaram se não queríamos avaliar a abertura de capital”, lembra.

A companhia, que completa 41 anos em 2021, tem um viés familiar que vem se transformando ao longo do tempo e, de acordo com Penna, a abertura do capital fortalece a intenção de a perpetuar. “Pensamos nos vários desafios que o setor teve no passado e em como nós tivemos sucesso; não foram muitas as empresas que conseguiram passar por todos os períodos de crise e chegar bem”, afirma.

Além disso, a entrada no mercado de capitais é um “salto de governança”, indica Penna. “Vamos blindar o profissionalismo que a Jalles Machado sempre teve para as futuras gerações”, considera.

Para o diretor financeiro da companhia, críticas e questionamentos vindos dos novos acionistas, analistas e fundos funcionarão como alavanca de melhoria contínua. “Sempre gostamos de contar com consultorias e apoio externo para termos uma visão de fora, diferente da nossa. Teremos mais gente nos ajudando a enxergar caminhos e alternativas”, completa.

Ainda de acordo com ele, o ingresso na bolsa oferece mais liquidez, dando maior liberdade aos acionistas caso queiram sair da sociedade, além de melhor conhecimento e transparência do valor que eles detêm.

Confira, na versão completa, o percurso da Jalles Machado para ingresso na bolsa e as perspectivas para o futuro a partir da visão do diretor financeiro da companhia e de profissionais da XP Investimentos, FG/A e Peers Consulting.

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