BASF
Financeiro

Grupo São Martinho irá emitir R$ 840 milhões em debêntures

Os recursos captados serão utilizados para a produção de cana-de-açúcar, além da industrialização e comercialização dos seus produtos


novaCana.com - 14 fev 2019 - 12:00 - Última atualização em: 14 fev 2019 - 14:34

O setor sucroenergético, ou pelo menos os players mais saudáveis, tem buscado diferentes formas de captar recursos para continuar investindo na produção. Seguindo nesta linha, o grupo São Martinho aprovou uma nova emissão de debêntures, no valor de R$ 840 milhões.

Em reunião do conselho de administração na última segunda-feira (11), foi aprovado que as debêntures servirão de lastro para a emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e Instrução da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que serão objetos de oferta pública de distribuição, feita com intermédio da Vert Companhia Securitizadora.

A operação, com colocação privada, será feita em uma série, em 20 de março, e terá o valor unitário de R$ 1.000,00, fechando 840 mil debêntures. No início de 2018, o grupo já havia aprovado uma emissão desse tipo, porém no valor de R$ 675 milhões.

De acordo com a ata da reunião, “os recursos captados por meio da emissão, desembolsados pela securitizadora em favor da companhia, deverão ser utilizados, integral e exclusivamente, para a produção de cana-de-açúcar, industrialização e comercialização dos produtos derivados”, sem detalhar de que forma serão feitos esses investimentos.

As debêntures emitidas não são conversíveis em ações e também não envolvem garantias. Elas têm vigência de sete anos a partir da data de emissão – ou seja, até 15 de abril de 2026 – exceto no caso de vencimento antecipado, em razão da ocorrência de inadimplência ou resgate antecipado.

Em relação à sua remuneração, conforme a ata, “elas farão jus a juros remuneratórios incidentes sobre o valor nominal unitário e equivalentes a 98,5% da variação acumulada das taxas médias diárias dos depósitos interfinanceiros”. Além disso, elas serão pagas anualmente, a partir da data de emissão.

Mas há a possibilidade do resgate de parte antecipado. Segundo o documento, a São Martinho pode fazer uma oferta de até 50% da totalidade das debêntures emitidas a qualquer momento, com o limite de uma oferta a cada três meses. A empresa ainda pode realizar um resgate antecipado integral caso ocorra uma obrigação de acréscimo de valores nos pagamentos em razão da incidência ou majoração de tributos.

Por sua vez, no caso de qualquer impontualidade no pagamento, os débitos vencidos e não pagos terão juros de 1% ao mês, desde a data de inadimplemento até a data do pagamento. Os debenturistas também devem receber o valor de uma multa não compensatória de 2% sobre o valor devido, independentemente de aviso, notificação ou interpelação judicial ou extrajudicial.

novaCana.com