Financeiro

Fiagros somam R$ 7,5 bilhões em emissões em 2021; governo prevê crescimento em 2022


Suno - 21 jan 2022 - 08:45

O Ministério da Economia espera que a criação dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros) tragam maior dinamismo e transparência ao mercado de terras rurais brasileiras, além de um aumento da competitividade na formação de preço de terras e maior liquidez ao estoque de terras como ativo do produtor rural.

As informações constam em nota informativa sobre o Fiagro produzida pela Secretaria de Política Econômica (SPE) e divulgada nesta quinta-feira, 20.

Segundo o documento, até 26 de novembro de 2021, o mercado de capitais brasileiro contava com 31 Fiagros, em sua maioria ainda em fase pré-operacional e do tipo Fiagro-FII, que são aqueles lastreados em imóveis rurais, Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs).

Considerando as três modalidades existentes, estes Fiagros estão divididos da seguinte forma: 24 são do tipo FII; sete são Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) e nenhum é Fundo de Investimento em Participações (FIP).

Os valores de emissão de todos os fundos totalizaram R$ 7,5 bilhões, dos quais R$ 6 bilhões se referem aos Fiagros-FIIs. Até o meio deste ano, a expectativa do governo é de que essa cifra ultrapasse os R$ 10 bilhões.

Vantagens

No documento, o Ministério da Economia ressalta que, conforme projeções do USDA, órgão de inteligência agropecuária dos Estados Unidos, o Brasil terá que elevar sua produção agropecuária em 41% nesta década para que os preços dos alimentos se mantenham em patamares compatíveis com a segurança alimentar no mundo.

“O crédito rural configura-se como uma ferramenta indispensável à consecução desse objetivo”, afirma. O Fiagro, neste contexto, possibilitaria o aporte de investidores estrangeiros nesses ativos financeiros.

O documento ainda destaca pontos positivos sobre os fundos, como “oportunidade para que pequenos investidores aportem seus investimentos e usufruam de um dos setores de maior crescimento da economia brasileira”, e “segurança jurídica para aumentar a participação de estrangeiros no financiamento do agronegócio no Brasil”.

O documento menciona outras vantagens que a regulamentação do Fiagro pode trazer ao setor de agronegócio, como o melhor aproveitamento de terras mal administradas e baixa eficiência, que fazem o governo perder arrecadação.

Para constar como ativo no Fiagro, os imóveis precisam estar totalmente legalizados, de modo que a tendência é de que haja melhoria na gestão do campo. “Os Fiagros representam novos potenciais gestores com recursos e expertise na área por meio da gestão profissional dos fundos e que podem criar valor pelo investimento na melhoria da terra e sua posterior revenda/arrendamento”, diz documento.

Monique Lima

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