Financeiro

[Entrevista] Executivos da Zilor comentam queda de 87% no lucro trimestral


novaCana.com - 24 set 2020 - 08:26

No primeiro trimestre da safra 2020/21 – quando os impactos do coronavírus atingiram em cheio o setor sucroenergético –, o grupo Zilor registrou uma moagem de 4 milhões de toneladas, 3,86% a mais que as 3,8 milhões processadas em igual período de 2019/20. Segundo a companhia, na temporada atual, a produtividade dos canaviais teve uma melhoria de 2%, passando de 87 toneladas de cana por hectare para 89 t/ha.

No lado financeiro, o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Zilor aumentou 5,4% na comparação anual, passando de R$ 250,8 milhões para R$ 264,2 milhões. Já o Ebitda ajustado teve uma ampliação de 34,4%, atingindo R$ 214,4 milhões, e a margem Ebitda ajustado ampliou de 34,5% para 40%.

Além disso, a companhia teve um lucro líquido de R$ 5,2 milhões, o que significa uma retração de 87,3% ante os R$ 40,7 milhões contabilizados no mesmo período do ano passado.

Ainda que o resultado mais recente tenha sido impactado pela pandemia de covid-19, os executivos da companhia ressaltam, em entrevista ao novaCana, que a Biorigin – empresa do grupo que produz ingredientes naturais para alimentação humana – foi bastante afetada no ano passado, como consequência da gripe suína africana.

De acordo com a empresa, a alavancagem da Zilor ao final de junho – medida pela dívida líquida em relação ao Ebitda ajustado – manteve-se praticamente igual a março deste ano, com 3,1 vezes. Por outro lado, houve redução significativa quando comparada com junho de 2019, quando o indicador era de 5,1 vezes.

Ao mesmo tempo, os investimentos da empresa caíram 8,1% no período, conforme relatado, por conta das incertezas trazidas pela pandemia de coronavírus, levando-a a manter uma política de caixa “mais conservadora” e postergando alguns investimentos.

“Importante ressaltar que, apesar da redução total nos investimentos no trimestre, houve aumento em plantio de cana e tratos culturais, mantendo a estratégia de incremento nos investimentos em ativo biológico para ganho de produtividade”, completa a companhia.

Quanto à produção, o grupo fabricou 3,78 milhões de toneladas de açúcar no primeiro trimestre de 2020/21, uma ampliação de 43,5% em relação ao ciclo anterior. A produção de etanol foi de 180,06 mil litros, uma retração de 1,92% ante os 183,57 mil litros do mesmo comparativo – assim, o mix para o biocombustível caiu de 64% para 56%. Por sua vez, a energia exportada passou de 154 mil MW/h para 176 mil MW/h, um incremento de 13,9%.

Já a fabricação dos produtos da unidade de negócios Biorigin sofreu uma retração de 5,7%, passando de 10,6 mil para 10 mil toneladas.

Em volume, as vendas de açúcar tiveram um aumento de 10% e as de etanol caíram 11%, enquanto os produtos da Biorigin tiveram um incremento de 48%. Já em relação aos preços, o do etanol caiu de R$ 1,77 por litro para R$ 1,51/l (-14,7%) e o do açúcar aumentou de R$ 1.094 por tonelada para R$ 1.302/t (+19%).

Mais detalhes operacionais, estratégicos e de perspectiva da Zilor foram dados pelos executivos da empresa em entrevista exclusiva ao novaCana: o diretor presidente da Zilor, Fabiano Zillo; o diretor presidente da Biorigin, Emerson Vasconcelos; o diretor agroindustrial da Zilor, Luiz Scartezini; e o gerente financeiro e de RI, Fernando Leal.

Também acompanharam o membro do conselho da Zilor Maurício da Barrosa e o gerente de pessoas, comunicação e segurança empresarial, Nabor Nogueira.

Confira a entrevista na versão completa (disponível apenas para assinantes).


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