Financeiro

Emerson Fittipaldi promete pagar todas as dívidas acumuladas por investir em etanol

Ex-piloto conta ao Estadão que está usando parte do seu patrimônio para saldar pendências e critica governos passados por não cumprirem promessas em relação ao combustível


O Estado de S. Paulo - 02 out 2020 - 11:03 - Última atualização em: 02 out 2020 - 13:56

Enquanto acompanha o filho Emmo pelas competições de kart na Europa, Emerson Fittipaldi admite fazer as contas da difícil situação financeira que vive. Ao Estadão, o bicampeão mundial de Fórmula 1 afirmou que vai “liquidar tudo” e diz estar trabalhando para isso.

Ao mesmo tempo, ele critica a publicação recente de notícias sobre o assunto. No mês passado, o banco Safra disse à Justiça que Fittipaldi estaria escondendo seu patrimônio através de fraudes e empresas de fachada para não saldar o que deve. A instituição financeira estaria cobrando R$ 776,4 mil do ex-piloto.

Na entrevista, Fittipaldi diz ser vítima de notícias que buscam apenas audiência. “Primeiramente, nunca escondi nenhum patrimônio. Já paguei muita dívida de volta e estou pagando e vou liquidar tudo. Os caras inventaram esse negócio, me deixou com uma imagem péssima, foi algo diabólico, e que não tem nada a ver com a realidade. Infelizmente, usaram a minha imagem para ter audiência e estão destruindo a minha imagem”, disse. “Não falaram com ninguém da minha equipe, ninguém me ligou. Só me detonaram. O que posso fazer? A verdade sempre vai vencer, sempre vai vir à tona, é uma questão de tempo. Estou tranquilo”.

Agora, o ex-piloto revelou que está usando o próprio patrimônio para quitar suas dívidas. “Vou pagar os credores no Brasil. Já paguei alguns em dinheiro mesmo. E estou pagando também com o meu patrimônio”, conta ao Estadão.

Questionado sobre o valor atual da dívida, Fittipaldi não deu números. “Acho que não é o momento de falar disso. Vou liquidar tudo, não tenho medo. Estou trabalhando muito”, disse. “O pessoal que rouba o governo brasileiro e faz tramoia leva o dinheiro para fora. Eu ganhei dinheiro honestamente trabalhando lá fora e levei dinheiro para o Brasil”.

Fittipaldi admitiu que suas dívidas surgiram na época em que investiu em etanol no Brasil. “Investi no programa que o governo tinha feito de usina de etanol e foi onde perdi muito dinheiro, assim como grandes grupos internacionais. Eu entrei em uma usina no Mato Grosso do Sul. Foi a minha grande dificuldade. E o que o governo tinha prometido, não cumpriu”, afirma e completa: “Entrei em banco para pegar empréstimo e na época os juros eram um absurdo e foram absorvendo (meus recursos) aos poucos”.

Felipe Rosa Mendes


Acompanhe as notícias do setor

Assine nosso boletim

account_box
mail



x