Financeiro

Demanda do setor sucroenergético do NE por crédito do BB deve ser pequena


Agência Estado - 01 jul 2015 - 14:57 - Última atualização em: 29 nov -1 - 20:53

Os R$ 110,5 bilhões disponibilizados pelo Banco do Brasil (BB) para o Plano Safra 2015/16 devem ser pouco demandados pelo setor sucroenergético. De acordo com o presidente da União Nordestina dos Produtores de Cana (Unida), Alexandre Andrade, o alto endividamento das usinas impede que sejam preenchidas as condições necessárias para acesso aos recursos.

"E aqui no Nordeste há uma concentração maior de companhias (nessa situação)", afirmou ele em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. Conforme o presidente da Unida, o "valor de retirada" (de recursos) pelas unidades produtoras não deve ser muito significativo.

No caso dos fornecedores de cana, por sua vez, há uma parcela apta a buscar o dinheiro oferecido pelo BB. Ainda assim, Andrade ponderou que o crédito rural é importante por ser mais uma alternativa de financiamento que a cadeia produtiva de açúcar e álcool dispõe.

O Plano Safra 2015/16 foi lançado em 2 de junho. Nesta quarta-feira, o BB divulgou o montante de crédito rural disponível para o programa. Dos R$ 110,5 bilhões, 26,24% (R$ 29 bilhões) são de juros livres e 73,76% (R$ 81,5 bilhões), controlados. A instituição informou que R$ 20 bilhões serão destinados para as empresas da cadeia produtiva do agronegócio. Os R$ 90,5 bilhões restante serão para produtores e cooperativas.