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CTC tem lucro 65% maior em 2018/19 e pagará dividendos pela primeira vez


Reuters - 24 jun 2019 - 08:20

O Centro de Tecnologia Canavieira reportou nesta quarta-feira lucro líquido de 23,6 milhões de reais no ano-safra 2018/19 (abril a março), aumento de 65% ante a temporada anterior, com um crescimento de receitas e controle das despesas, notadamente em projetos de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D).

O desempenho da companhia de biotecnologia, que desenvolve e comercializa de variedades de cana-de-açúcar, permitiu anúncio de pagamento de dividendos pela primeira vez na história do CTC, de 6,77 reais por ação, disse a empresa, que tem entre os acionistas o BNDESPar e os principais grupos do setor sucroenergético, como Copersucar, Raízen e São Martinho. No total, os pagamentos somam R$ 5,4 milhões.

A receita operacional líquida da companhia atingiu 186,7 milhões de reais no ano-safra, alta de 29,4%, com incremento da participação nas vendas das variedades premium e mudas que oferecem alta performance e produtividade, com preço médio superior às variedades convencionais.

“Finalizamos a safra com o adicional de 1,2 milhão de hectares faturados, sendo que as variedades com desempenho superior, que proporcionam aumento de produtividade e incorporam maior valor agregado, denominadas premium, passaram de 10% para 17% da área plantada”, afirmou o CTC.

As variedades ditas “premium” são as desenvolvidas sob medida para regiões e climas específicos, mas não são transgênicas. No total, as variedades do CTC responderam por 28% da área de plantio da safra passada no país, com 336 mil hectares. Na temporada anterior, a participação havia sido de 25%.

A empresa ainda tem duas variedades transgênicas aprovadas no Brasil e em adoção pelos clientes, chegando ao final da safra com mais de 4 mil hectares plantados, com foco na multiplicação do produto enquanto aguarda aprovações no exterior.

Os Estados Unidos concluíram no ano passado que é seguro para consumo o açúcar produzido a partir da cana geneticamente modificada do CTC.

Investimento em pesquisa

Os custos anuais em P&D e serviços prestados totalizaram 160,1 milhões de reais, com alta de 31,8% em relação ao registrado no ano-safra anterior.

Esse valor representa a maior parte dos custos da companhia, com 80%, mas representou pouco menos da metade da receita líquida. Em 2017/18, essa relação foi de 62,7%.

Os desembolsos com o projeto de sementes artificiais contribuíram para a majoração do custo de pesquisa e serviços prestados no período.

A empresa afirmou que destinou 65% do orçamento para investimentos com pesquisa e desenvolvimento no último exercício.

Roberto Samora
Com informações adicionais do Valor Econômico