Financeiro

Consórcio de bancos pode abrir linha de crédito para o setor sucroenergético

Indústria de etanol foi muito afetada pelas recentes quedas do petróleo no mercado internacional; expectativa é de baixa demanda por conta do coronavírus


Canal Rural - 28 abr 2020 - 08:59

O secretário especial de produtividade, emprego e competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, disse nesta segunda-feira (27), que o governo negocia com um consórcio de bancos a abertura de linha de crédito para empresas em cinco setores bastante afetados pela pandemia da Covid-19, entre eles o sucroenergético.

Segundo ele, a linha especial de crédito será voltada para empresas com faturamento anual acima de R$ 300 milhões. Costa disse ainda que cada setor terá uma solução específica de acordo com as suas peculiaridades. “Teremos hoje [segunda] mais uma reunião e podemos incluir mais três ou quatro setores. A ideia é encontrar soluções privadas para garantir que as empresas continuem operando sem envolver recursos públicos”, completou.

O setor sucroenergético foi muito afetado pelas recentes quedas do petróleo no mercado internacional. O barril do óleo chegou a ser negociado a preços negativos, influenciado pela expectativa de pouca demanda por conta do novo coronavírus.

Ajuda ao setor

A crise política ocasionada pela exoneração do ex-diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, e o pedido de demissão do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, atrasaram a possível aprovação de medidas de auxílio ao setor sucroenergético.

De acordo com fontes do Ministério da Agricultura, desde a última quarta-feira (22), as demandas de redução temporária de PIS/Cofins do etanol e aumento da Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a gasolina estão sob a mesa do presidente da República, Jair Bolsonaro, à espera de aprovação. A expectativa da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, era de que essas propostas fossem aprovadas e publicadas no Diário Oficial da União na semana passada, mas os planos foram frustrados.

Interlocutores do governo não souberam afirmar para quando seria possível estipular um novo prazo para a aprovação. Na manhã desta segunda, Tereza Cristina concedeu coletiva de imprensa ao lado do presidente na saída do Palácio do Alvorada. Ao se pronunciar, porém, a ministra não tratou do tema sucroenergético.

Em paralelo, o Ministério da Economia segue em debate, junto com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), sobre a viabilização da demanda de criação de linha de crédito para estocagem de etanol. A expectativa do setor é de que 6 bilhões de litros de biocombustível possam ser armazenados – e pagos – por meio de títulos de garantia. A operação, chamada de warrantagem, segue pendente pela dificuldade de encontrar fundos compatíveis com os custos do procedimento.

Com informações da Agência Estado


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