Financeiro

Endividado, Grupo Virgolino de Oliveira é rebaixado pelo BTG Pactual


Agência Estado - 20 mar 2014 - 09:00

O Grupo Virgolino de Oliveira (GVO), um dos dez maiores produtores de açúcar e etanol do Brasil, relatou um passivo financeiro total de R$ 2,865 bilhões no terceiro trimestre, encerrado em 31 de janeiro, ou seja, em nove meses do ano-safra 2013/2014.

O resultado, que corresponde a 87,45% dos R$ 3,276 bilhões de ativos totais da empresa, causou insatisfação no mercado e o BTG Pactual rebaixou a recomendação para os bonds - títulos de dívida no exterior - do GVO de "segurar" para "vender".

Segundo relatório obtido pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, os analistas do BTG justificam a recomendação por não verem sinais de refinanciamento nas dívidas, bem como soluções definitivas para problemas estruturais e a alta alavancagem da companhia.

O relatório do banco informa que um "upgrade" nos papéis só seria possível com uma renegociação de parte substancial da dívida ou, em um cenário improvável de acordo com a instituição financeira, uma capitalização pela venda de uma participação do grupo.

No documento, os analistas relatam a preocupação de que o atraso no refinanciamento das dívidas possa trazer problemas de liquidez na safra 2014/2015, já iniciada. Citam que a recente recuperação judicial do Grupo Aralco, também emissor de bonds externos, tornará mais difícil ao GVO obter empréstimos no mercado doméstico.

O diretor financeiro (CFO) do Grupo Virgolino de Oliveira, Carlos Otto Laure, admitiu o momento de turbulência no mercado, mas disse discordar da avaliação do BTG. Segundo ele, duas operações devem ser anunciadas em breve para alongar o perfil da dívida. A primeira seria o refinanciamento e outra uma captação de recursos.

Apesar de relatar no balanço uma dívida de R$ 964,56 milhões a vencer até 2015 - R$ 366,85 milhões em empréstimos, R$ 467,571 milhões em adiantamentos feitos pela Copersucar e R$ 128 milhões com fornecedores de cana-de-açúcar -, o CFO informa que o refinanciamento necessário é de R$ 290 milhões até janeiro do próximo ano.

Gustavo Porto e Cynthia Decloedt


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