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Financeiro

BTG Pactual mantém aposta em ações da Raízen e coloca empresa entre “top picks”


Suno - 30 nov 2021 - 09:16

O BTG Pactual reforçou seu otimismo de curto e longo prazo em relação à Raizen e manteve sua recomendação de compra com preço-alvo em R$ 11. O banco considera ainda que o “valuation agora está mais atrativo do que nunca”, com a companhia operando a um múltiplo de 11,5 vezes na relação preço-lucro esperada para 2022 e 2023.

Em relatório recente, o BTG Pactual apontou que a Raízen é uma das “top picks” do banco. “A performance mais fraca recente (-10% desde o início do mês, -18% desde o IPO) faz pouco sentido para nós à luz do que tem sido um cenário cada vez mais construtivo para os preços do açúcar e etanol e margens de distribuição de combustíveis”, declara.

Os analistas do banco acreditam que o momento parece ser uma distorção para uma abertura de capital recente e que a Raízen “gerou alguma controvérsia” após publicar uma previsão mais conservadora com pouco impacto nas perspectivas de longo prazo.

O BTG destaca outro aspecto que reforça sua percepção de distorção: o movimento de preço da Raízen não afetou as ações da Cosan, sua controladora. O documento destaca que a ação da Raízen teve um desempenho 17% abaixo da Cosan desde o início de novembro.

“A Raízen possui uma das combinações mais poderosas em nosso universo de cobertura: ações líquidas, empresa com grau de investimento, exposição em dólar, posição de liderança nos segmentos em que atua, forte momento operacional em açúcar e etanol e se transformando no que entendemos ser uma promissora agenda de longo prazo das energias renováveis”, enumera o BTG.

Por volta das 17h desta segunda-feira, 29, a ação da Raízen operava em alta de 0,16%, valendo R$ 5,92.

Resultado trimestral

A Raízen lucrou R$ 1,07 bilhão no segundo trimestre do ano-safra 2021/22, aumento de 149,2% na comparação com 2020/21, quando havia registrado lucro de R$ 429,4 milhões. De acordo com a companhia, o resultado foi reflexo da “melhor performance” operacional dos negócios.

O Ebitda ajustado da Raízen (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) totalizou R$ 3,2 bilhões, aumento de 19,5% e um recorde na história da empresa. No ano anterior, o Ebitda havia sido de R$ 2,7 bilhões.

A receita líquida totalizou R$ 48,9 bilhões, avanço de 59,4% na comparação de base anual, segundo o balanço da Raízen. Além disso, o resultado trimestral da Raízen foi encerrado com uma dívida líquida de R$ 17,6 bilhões (-10%).

Laura Moutinho


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