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Bom resultado da São Martinho com etanol ocorre pela consolidação de ativos da Boa Vista


Agência Estado - 27 jun 2018 - 07:15

O CFO da São Martinho, Felipe Vicchiato, atribuiu os resultados positivos na produção e vendas de etanol à consolidação integral dos ativos da Usina Boa Vista, ocorrida em março deste ano. Em teleconferência com investidores realizada nesta terça-feira, 26, o executivo destacou que, durante a última temporada, a São Martinho teve "melhora nos preços do biocombustível, no volume processado e diluição nos custos da empresa".

A receita líquida das vendas de etanol hidratado totalizou R$ 318,0 milhões no quarto trimestre de 2018, montante 253,8% superior ao registrado em igual período de 2017, conforme balanço financeiro divulgado na segunda-feira à noite.

O resultado refletiu aumento do volume de vendas de 228,9%. No acumulado da safra, a receita líquida de vendas de etanol hidratado foi de R$ 763,5 milhões, alta de 60,6% no comparativo anual, o que foi atribuído ao crescimento de 64,6% no volume de vendas do biocombustível.

"Tivemos uma queda no preço médio do etanol, de 2,5%, mas se você compara o preço médio realizado pela São Martinho ao valor do indicador Cepea/Esalq temos um ganho médio de 9% acima da Esalq, por causa do carregamento estratégico de estoques da companhia", explica Vicchiato.

Sozinho, o etanol hidratado representou cerca de 84% da receita gerada pelo mercado doméstico à companhia no acumulado da safra 2017/18.

Já no mercado de açúcar, o preço médio subiu 3% no total da safra, pontuou o executivo, desempenho que rendeu "uma margem relevante para a empresa".

Caixa

Com relação à capitalização da empresa, o CFO destacou que o atual volume de caixa é capaz de cobrir quase dois anos de dívida financeira da São Martinho. No balanço, a companhia informou que a dívida líquida caiu 4,7%, para R$ 2,462 bilhões.

Assim, o nível de alavancagem, medido pela relação dívida líquida/Ebitda, recuou de 1,55 vez em 2017 para 1,26 vez em 2018. "Ideia para a safra 18/19 é seguir na mesma linha redução de custos", disse.

Nayara Figueiredo


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