Financeiro

Alavancagem média do setor de cana deve crescer 9% em 2015/16, diz Figliolino


Agência Estado - 29 jun 2016 - 08:58 - Última atualização em: 07 jul 2016 - 09:49

O nível médio de alavancagem do setor sucroalcooleiro do Brasil deve aumentar 9% na safra 2015/16, encerrada em março, passando de 4,3 vezes no ciclo anterior para 4,7 vezes agora. O mesmo deve ocorrer com a relação entre dívida líquida e tonelada de cana-de-açúcar processada. Na temporada 2015/16, o endividamento líquido das indústrias por tonelada de matéria-prima moída tende a atingir R$ 148, superando em 11% o de R$ 133 do ano anterior. As projeções foram divulgadas nesta terça-feira, 28, por Alexandre Figliolino, sócio da MB Agro, durante o NovaCana Ethanol Conference.

Figliolino também deu detalhes sobre a situação financeira de 65 grupos sucroenergéticos que, juntos, respondem por 80% de toda a safra do Centro-Sul do Brasil. A análise mostra que, em 2015/16, 17 deles estavam bem estruturados e somavam moagem de 205 milhões de toneladas.

Outros 21 (121 milhões de toneladas) estavam em processo de desalavancagem, enquanto 12 (70 milhões de toneladas) ainda apresentavam alavancagem elevada. Já 15 (142 milhões de toneladas) caminhavam para o processo de recuperação judicial.

O sócio da MB Agro destacou ainda que, em 2015, foram fechadas 11 usinas e, ao mesmo tempo, inaugurada uma e reativadas sete. O cenário foi melhor do que aquele observado em 2014, quando 15 unidades fecharam as portas e apenas duas foram reativadas, sem greenfields (projetos incipientes, ainda no papel).

Durante o ciclo de expansão do segmento, entre 2005 e 2010, foram adicionadas 241 milhões de toneladas de capacidade de moagem de cana, acrescentou Figliolino. Já entre 2011 e 2015, período marcado pela crise do setor, houve decréscimo de 61 milhões de toneladas.

José Roberto Gomes


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