Indústria

Especialistas querem discutir importância da gestão de ativos para sucroenergéticas

Criado no começo do ano, grupo pretende apoiar empresas na geração de valor, seja financeiro ou não


NovaCana - 30 mar 2021 - 08:16
“A gestão de ativos contribui para as organizações se posicionarem de maneira robusta no mercado e em seus negócios”, diz Marisa Zampolli

Qual é a melhor forma de administrar bens, máquinas e equipamentos do setor de açúcar e etanol? Uma equipe de técnicos e especialistas – que inclui grupos como Raízen e São Martinho – quer discutir esta questão.

Por meio de reuniões iniciadas no começo deste ano, os profissionais desejam apresentar ideias para as sucroenergéticas aumentarem seu nível de confiabilidade e produção, diminuindo os riscos e custos envolvidos, além de trazerem novas tecnologias. As discussões envolvem a análise de gastos, desempenhos e riscos, visando a melhora de processos tecnológicos, operacionais e de manutenção.

Os engenheiros Rodrigo Ataulo e Marisa Zampolli, especialistas em gestão de ativos, são os coordenadores da iniciativa, que é vinculada à Comissão Especial de Estudos em Gestão de Ativos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). “O foco do grupo beneficiará o setor e a sociedade, melhorando processos tecnológicos e a cadeia de ativos que o envolve”, conta Zampolli, que é CEO da MM Soluções Integradas e membro efetivo de câmaras setoriais do governo.

De acordo com ela, chama a atenção o fato de que muitas companhias têm dificuldade de integrar áreas técnicas e operacionais. “No recorte sucroenergético, nem sempre o lado técnico sabe apropriar seus custos corretamente”, afirma.

Entre os aspectos a serem considerados, a engenheira cita investimentos em tecnologia e manutenção, além da destinação adequada de recursos e cálculo do retorno financeiro, entre outros.

ISO 55000

Um dos objetivos do grupo é discutir as normas internacionais ISO 55000, que trazem boas práticas na área de gestão de ativos. Entre elas está a ISO 55010 que, em edição da ABNT, trata da junção entre as funções financeiras e não financeiras de uma organização, considerando o planejamento a longo prazo.

“Esta nova norma prevê diretrizes para a companhia e orientações entre funções técnicas e operacionais de maneira integrada. Aplicada em esfera internacional, passa agora por consulta pública e está em fase final para veiculação no Brasil, visto que, assim como outras da ISO, a diretriz é global e precisa de adaptabilidade à nossa realidade”, explica Zampolli.

Segundo ela, a nova norma leva à compreensão de que a gestão de ativos também pode contribuir nas decisões estratégicas, principalmente as de grandes complexidades. “[A gestão de ativos] norteia o que é viável e compreende o melhor momento de investir em ativos, como as usinas de energia, ativos biológicos, venda de energia no mercado livre etc.”, exemplifica.

A engenheira acredita que haverá uma forte adesão à regra em um futuro breve, pois ela auxilia na competitividade e exige que as empresas equilibrem custos e níveis de desempenho e riscos. Desta forma, a norma pode tornar o setor mais preparado para adversidades e gerar um aumento de performance técnica, operacional e financeira.

“A gestão de ativos contribui para as organizações se posicionarem de maneira robusta no mercado e em seus negócios”, garante e defende: “As normas ISO têm excelente reputação e trazem vantagens às corporações que as adotam, uma vez que expressam um padrão de gestão reconhecido internacionalmente”.

Renata Bossle – NovaCana


Acompanhe as notícias do setor

Assine nosso boletim

account_box
mail



x