Indústria

Os 30 problemas que o mercado sucroenergético precisa enfrentar


NovaCana - 18 jun 2014 - 10:38 - Última atualização em: 30 ago 2014 - 13:12

Um estudo apresentado no início do mês mapeou a dimensão do setor sucroenergético no Brasil. Um dos destaques do trabalho foi a síntese dos principais problemas enfrentados na cadeia produtiva da cana-de-açúcar que precisam ser solucionados por políticas públicas e iniciativas do setor produtivo.

Em relação aos problemas que não são possuem relação direta com o governo e precisam ser enfrentados exclusivamente pelo setor produtivo, 30 obstáculos foram encontrados.

Veja a seguir quais são eles, na visão do estudo elaborado pela Markestrat em parceria com a Fundace e a FEA/USP/RP.

  1. Falta de renovação dos canaviais, além da deficiência nos tratos culturais devido à falta de recursos e consequente envelhecimento.
  2. Plantios feitos em época desfavorável e utilizando variedades em proporções inadequadas.
  3. Plantios feitos em solos não corrigidos e pobres, priorizando rapidez na implantação, o que ocasionou redução de produtividade.
  4. Perdas originadas no sistema de plantio mecanizado em função de incompatibilidade das variedades de mudas com as plantadoras.
  5. Reduzidos investimentos em irrigação em decorrência da baixa rentabilidade.
  6. Apego ao tradicionalismo, dificultando a absorção de novas tecnologias.
  7. Falta de mudas de cana de açúcar para plantio em áreas de expansão.
  8. Danos na soqueira causando perdas de matéria-prima, diminuição da população de colmos e redução da qualidade tecnológica da cana colhida em função de eficiência do sistema de plantio mecanizado.
  9. Sub-aproveitamento do bagaço e palha da cana de açúcar.
  10. Baixa governança nas relações entre o setor industrial e os produtores integrados com vistas ao alcance de vantagens em custo, qualidade e agilidade.
  11. Baixo nível de compartilhamento de ativos.
  12. Falta de comprometimento e alta rotatividade anual de trabalhadores.
  13. Elevado custo de mão de obra.
  14. Baixo nível do uso de biotecnologia – ruptura pela modificação genética ou muda pré-brotada – comparado a outras culturas agrícolas.
  15. Pragas de difícil controle, com pouco conhecimento das mesmas em áreas de fronteira.
  16. Baixo nível de compartilhamento de ativos produtivos e dificuldade na redução de custos com a otimização dos menos.
  17. Produtividade suscetível às variações climáticas, que vem se mostrando menos favoráveis.
  18. Desestímulo a aderência de novas tecnologias em decorrência da atual forma de pagamento do CONSECANA.
  19. Falta de entendimento por parte de algumas usinas da importância da área de suprimento agrícola trabalhar de forma eficiente.
  20. Falta de valorização do produto e do produtor de cana de açúcar.
  21. Pouca atenção dada à área de planejamento de safra na usina, que ainda é feito com pouca visão agronômica.
  22. Baixo compartilhamento entre as usinas de informações relativas às boas práticas de gestão.
  23. Uso de métodos padronizados que desconsidera diferenças regionais entre usinas de um mesmo grupo reduzindo a eficiência da operação.
  24. Produtores com visão de custo por tonelada de ATR, ao invés de geração de renda por hectare.
  25. Falta de um orçamento com metas claras e fixas, que não oscile a partir de preços e margens esperadas.
  26. Desperdícios com gastos em transporte por falta de integração entre as usinas, que oneram o custo da matéria prima pelas longas distâncias transportadas.
  27. Organizações de pesquisa e extensão com pouca coordenação e crescente dificuldade de aceitação entre produtores.
  28. Gestão deficiente da informação gerada no setor produtivo.
  29. Pouca flexibilidade para direcionar a fabricação do produto que apresentar melhor rentabilidade na safra.
  30. Aumento dos custos de manutenção e da capacidade de produção ociosa

novaCana.com

Tags: NovaCana

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