Compra de novas unidades, ampliações, arrendamento de canaviais e usinas, investimentos em novas tecnologias: com o setor sucroenergético entrando em uma nova fase, muitas usinas estão em busca de caminhos para crescer. Mas como fazer isso minimizando os riscos e maximizando os retornos?

novaCana.com 13 jul 2018 - 09:07 - Última atualização em: 10 ago 2018 - 09:08

Em 2017, a equipe de análise do BTG Pactual, liderada por Thiago Duarte, foi reconhecida como a melhor para o setor de agronegócio da América Latina pela publicação Institucional Investor. Eles são responsáveis por elaborar estimativas dos retornos do mercado acionário e oferecem recomendações sobre alocação de ativos, análises fundamentalistas, projeções e recomendações de investimento. Isso, obviamente, inclui uma análise aprofundada sobre o setor sucroenergético.

O conhecimento de Thiago Duarte fez dele umas das estrelas na última edição do novaCana Ethanol Conference. Ele recebeu, das centenas de participantes do evento, a avaliação mais positiva, ressaltando sua expertise e articulação.

As novidades sobre o tema não são poucas. Ao longo do último ano, por exemplo, apenas a Raízen concluiu a compra de duas usinas do Grupo Tonon, adquiriu ativos de distribuição na Argentina, arrendou canaviais da Usina Furlan e passou a considerar a compra da Usina Rio Pardo. Isso sem contar as emissões de debêntures e CRAs, os financiamentos bancários e as operações de bônus.

Além disso, Amerra, Batatais, Caramuru, Cerradinho, CMAA, Coruripe, Jalles Machado, São Martinho, Tereos, USJ, Zilor e outros grupos sucroenergéticos também divulgaram a realização de novos investimentos.

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Thiago Duarte está confirmado no NovaCana Ethanol Conference 2018 como palestrante no painel “Usinas e investimentos”. Também fará parte da discussão o sócio-fundador da FG/A, Juliano Merlotto. O evento acontece em São Paulo (SP) nos dias 03 e 04 de setembro.

Formado em Economia pela Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), Duarte já fez parte da equipe de analistas da multinacional Schroders, especializada na gestão de ativos. Sua entrada no BTG Pactual aconteceu em 2009 e, dois anos depois, ele passou a ocupar a posição de analista sênior para os setores de Agronegócio, Alimentos e Bebidas.

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Fusões e aquisições em baixa?

Uma apresentação do Itaú BBA sobre acesso a financiamentos e endividamento, realizada no início de novembro de 2017, mostra que as incertezas em relação ao futuro do setor mantiveram as atividades de fusão e aquisição reduzidas. O padrão, que vem sendo observado nos últimos anos, pode ser esperado para os posteriores.

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De acordo com o analista sênior de agronegócios do Itaú BBA, Guilherme Melo, os processos de expansão das empresas atualmente só irão se consolidar quando houver mais confiança no setor. “As incertezas em relação ao futuro e a falta de valorização do papel do etanol na matriz energética brasileira diminuem a frequência das transações”, afirma.

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Inclusive, em muitos casos, as companhias seguem investindo menos que o necessário para conter a depreciação de seus ativos – especialmente os canaviais. Ainda conforme o Itaú BBA, isso acontece porque as empresas ficaram habituadas a utilizar eventuais melhoras em seus rendimentos operacionais para cobrir as dívidas e os juros crescentes.

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Mercado de capitais

Considerando a dificuldade de acesso ao crédito e a necessidade crescente de investir, um dos caminhos mais procurados pelas empresas sucroenergéticas em busca de recursos é a entrada no mercado de capitais. De acordo com o sócio da consultoria FG/A, William Orzari Hernandes, esse mercado é atualmente focado em debêntures, que correspondem a valores entre 80% e 90% do total negociado.

Mas a emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) tem ganhado espaço. “As emissões primárias de CRA foram superiores às de CRI [imobiliários] nos primeiros nove meses de 2017. Isso, naturalmente, dá um espaço para que o investidor passe a entender melhor o crédito e acabe tendo mais apetite para observar empresas do setor de agronegócio”, comenta.

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As condições para emissão de CRAs, entretanto, ainda são bastante restritivas e muitas companhias do setor sucroenergético não teriam condições de entrar nesse mercado.

Com as dificuldades de acesso ao crédito, as usinas enfrentam o desafio de aplicar seus recursos com sabedoria. As opções que elas possuem para gerar valor na atual conjuntura nacional será o foco da apresentação do economista do BTG.

A programação completa do NovaCana Ethanol Conference 2018 está disponível aqui e o cadastro para participar do evento pode ser feito aqui.

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