Ele é um dos responsáveis por aumentar ou diminuir a classificação de algumas das principais companhias sucroenergéticas perante os investidores e analisar as perspectivas de crédito para o setor.

NovaCana 08 jun 2016 - 14:44 - Última atualização em: 13 jun 2016 - 16:03

O analista Claudio Miori, da agência de classificação de risco Fitch Ratings, participará do NovaCana Ethanol Conference. O evento acontece em São Paulo entre os dias 27 e 28 de junho.

Miori estará presente como moderador do painel Universo Financeiro, a ser realizado no segundo dia do evento, das 10h50 às 12h40. Nessa ocasião, os palestrantes falarão sobre os cenários que estão sendo considerados sobre o futuro do mercado e a saúde financeira dos grupos sucroenergéticos, considerando as opções das usinas para captar recursos financeiros e o desafio da alavancagem para o setor de açúcar e etanol. Também será abordado o atual cenário de fusões e aquisições.

“Como os credores ainda absorvem os defaults dos dois últimos anos, a capacidade de acesso ao crédito e aos mercados de capital das empresas [sucroenergéticas] continuará limitada” Claudio Miori

A partir das perspectivas apresentadas, o analista direcionará o debate que será realizado entre Alexandre Figliolino Sócio (MB Agro), Carlos Eduardo Cavalcanti (BNDES), Cyrille Brunotte (Bradesco BBI) e Manoel Pereira Queiroz (Rabobank). Todos esses palestrantes já confirmaram presença no evento. Clique aqui para conhecer outros profissionais que também estarão presentes no NovaCana Ethanol Conference.

Atualmente, Claudio Miori é diretor associado da Fitch Ratings, onde atua há três anos. O profissional também foi analista de crédito de instituições como HSBC, BankBoston, Itaú BBA e Rabobank. Ele é formado em economia pela Fundação Armando Penteado, contando também com diplomas de MBA em finanças pela IBMEC Business School e em gerenciamento estratégico de agronegócios pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

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Panorama de um setor polarizado

Em um de seus mais recentes relatórios sobre o setor, Miori apontou que prevê uma perspectiva de fluxo de caixa negativa e uma liquidez fraca para a maior parte do setor de açúcar e etanol durante o ano fiscal de 2017. A consequência é que não haverá aumento significativos na capacidade de produção nos próximos dois anos, beneficiando, dessa forma, os preços futuros.

Desse modo, a perspectiva não é totalmente negativa, uma vez que a alta polarização do setor permitiu que algumas companhias se colocassem em posições mais confortáveis. “As empresas do setor bem gerenciadas que concentraram seus esforços em corte de gastos, melhora da produtividade e aumento da utilização de suas usinas agora podem se beneficiar de preços mais elevados para se desalavancar e aumentar a liquidez”, aponta em relatório.

No momento, as companhias sucroenergéticas que possuem rating global analisado pela Fitch são: Raízen Energia, Biosev, Jalles Machado e USJ Açúcar e Álcool.

Panorama Fitch Ratings

Usinas: alavancagem liquida X Liquidez

A programação completa do NovaCana Ethanol Conference está disponível aqui e o cadastro para participar pode ser feito aqui.

novaCana.com


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