NovaCana 06 jun 2016 - 16:19 - Última atualização em: 13 jun 2016 - 16:03

A importância do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o setor sucroenergético é inegável, assim como o fato de que a entidade está em uma situação delicada.

A diminuição dos recursos disponíveis e os atrasos na liberação são apenas alguns dos pontos que chamaram a atenção do setor no último ano (veja gráficos abaixo).

Consciente do impacto que as decisões do banco têm sobre o setor, o chefe do departamento de biocombustíveis do BNDES, Carlos Eduardo Cavalcanti, estará presente no NovaCana Ethanol Conference 2016, evento que acontece em São Paulo (SP) nos dias 27 e 28 de junho. A participação acontecerá dentro do painel Universo Financeiro.

 

Palestra: A atuação do BNDES no setor sucroenergético

Por: Carlos Eduardo Cavalcanti - Chefe do Departamento de Biocombustíveis
Data: 28 de junho às 11h10
Local: Hotel Tivoli - Mofarrej

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Canaviais vs. área industrial

Em levantamento realizado pelo novaCana.com, foi possível perceber que, em 2015, os investimentos prioritários das empresas sucroenergéticas esteve nos canaviais. Os números de financiamentos aprovados pelo BNDES entre janeiro e setembro mostram que maior parte do dinheiro do banco foi para o plantio de cana-de-açúcar, com a aprovação de 24 projetos e a liberação de R$ 466,1 milhões. Em uma comparação com o mesmo período de 2014, isso representa uma redução de 68,2%.

Os dados refletem exclusivamente as contratações realizadas pelas usinas via operações diretas e indiretas não automáticas – que passam pela análise do BNDES e, em geral, abrangem financiamentos acima de R$ 10 milhões.

No total, apenas 19 grupos utilizaram recursos dentro do âmbito do ProRenova, com destaque para os grupos Pedra Industrial, Clealco, São Martinho, Santa Isabel e Tercio Wanderley que, juntos, somam investimentos de 220,5 milhões – 47% do valor financiado dentro do ProRenova e 39,2% no total financiado pelo BNDES para o setor sucroenergético em 2015.

No mesmo período, o BNDES registrou um único contrato para projetos de expansão ou modernização industrial, beneficiando o Grupo USJ. O total financiado, assim, caiu de R$ 426,7 milhões para apenas R$ 95,5 milhões – um declínio de 77,6%.

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A programação completa da Conferência está disponível aqui e o cadastro para participar pode ser feito aqui.

novaCana.com


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