“Agora é a oportunidade para as usinas colocarem a casa em ordem”, Julio Maria Borges, sócio-diretor da Job Economia sobre a atual conjuntura do setor. A consultoria acompanha o mercado sucroalcooleiro há 22 anos.

NovaCana 15 jun 2016 - 09:48 - Última atualização em: 15 jun 2016 - 17:48

Os movimentos que permitirão a recuperação econômico-financeira do setor no curto prazo já estão postos no tabuleiro segundo o sócio-diretor da Job Economia e Planejamento, Julio Maria Borges. A pergunta que deve ser respondida agora é: quem, diante do cenário, vai conquistar mais espaço considerando as regras de sobrevivência do mercado?

Os já conhecidos déficit de oferta global de açúcar e a demanda crescente de etanol combustível no Brasil representam a chance para se criar um ambiente favorável à retomada de bons resultados na atividade. Se as condições para a recuperação econômico-financeira do setor no curto prazo estão dadas, o desafio reside no médio e longo prazo.

Apesar dos riscos e das oportunidades que cada cenário traz, a maior ponderação segundo Borges está sobre quem detém as condições de se recuperar nesse momento favorável. "É uma boa oportunidade, esperada há três anos, para a usina colocar a casa em ordem. Basicamente, sanear as finanças e buscar aumento da eficiência operacional", afirmou Borges, ao divulgar as suas primeiras estimativas para a nova temporada.

“Não é o mais forte da espécie que sobrevive, nem o mais inteligente, mas é aquele que responde melhor e mais rápido às mudanças”

No entanto, como aconteceu na safra passada, as empresas em pior condição financeira devem enfrentar mais desafios para comercializar a produção nos melhores momentos. "O desafio é vender bem, a usina com problema não tem caixa para poder segurar estoque".

 

Palestra: O desafio de médio e longo prazo

- A busca da competitividade perdida nos últimos anos
- A safra 2016/17 e a recuperação econômico-financeira das usinas
- Como aproveitar a oportunidade para consolidar e otimizar
Por: Julio Maria Borges, Job Consultoria
Data: 27 de junho às 17h10
Local: São Paulo (SP) – Hotel Tivoli Mofarrej

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Como já é usual destacar sobre o setor, o profissional aponta que existe uma minoria de grupos muito bem administrados. “Não é o mais forte da espécie que sobrevive, nem o mais inteligente, mas é aquele que responde melhor e mais rápido às mudanças”, cita o sócio-diretor da Job para explicar quais são os grupos empresariais que terão melhores condições de conquistar mais espaço perante às regras de sobrevivência do mercado.
Ele aponta seis estratégias que podem ser observadas no ‘grupo de elite’ do mercado sucroalcooleiro para que o momento favorável seja bem aproveitado:

Estratégia 1: Administração financeira prudente

Busca permanente por custos mínimos e prioridades de investimentos ordenados por retorno esperado. “Não dá para trabalhar eficientemente sem transparência nas informações e sem fazer contas corretas”.

Estratégia 2: Entender o mercado de commodities

As empresas precisam estar preparadas para lidar com a oscilação dos cenários e abandonar a crença de que preços altos são para sempre. Borges acredita que deve ficar sob perspectiva o fato de que o setor trabalha com commodities que estão à mercê de altas e baixas, especialmente do câmbio.

Estratégia 3: Saber agir diante dos riscos

O mundo global exige do gestor a habilidade de dar respostas rápidas e acelerar o processo decisório para minimizar os riscos do negócio e proteger os resultados esperados.

Estratégia 4: Criação de Conselhos de Administração e Consultivos

É necessária a implantação de Conselhos de Administração e Consultivos para contribuir para o processo de tomada de decisões e a avaliação de desempenho.

Estratégia 5: Valorização profissional

É preciso ver o processo de profissionalização como estratégia para melhores resultados. Para isso são necessárias diretrizes claras e consistentes, em programas de remuneração por resultados, planos de carreira, avaliação de desempenho, entre outras práticas que fortaleçam as áreas de gestão de pessoas.

Estratégia 6: Liderança confiante

“O conjunto de considerações de gestão é muito mais fácil de listar do que executar”, acrescenta Borges. Para que deem certo, é necessária uma liderança convicta de sua necessidade.

A programação completa da Conferência está disponível aqui e o cadastro para participar pode ser feito aqui.

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