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Conferência NovaCana 2022 acontece na próxima semana

Evento, que será realizado em São Paulo nos dias 19 e 20 de setembro, deve receber usinas, tradings, bancos, fornecedores e consultorias


NovaCana - 13 set 2022 - 08:37
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Entre os destaques está o espaço para networking: além de um coquetel, que será realizado após as palestras do primeiro dia, estão previstos dois coffee breaks e um almoço

No começo da próxima semana, a Conferência NovaCana chegará a sua quinta edição. O evento voltado ao setor sucroenergético acontece após dois anos de pausa, nos dias 19 e 20 de setembro, em São Paulo (SP), prometendo seguir o padrão de qualidade e criticidade já conhecido pelo público.

A programação, que está disponível no site do evento, traz temas relevantes por meio de debates sérios e convidados qualificados. Assuntos como o setor sucroenergético pós pandemia, mercado de CBios, etanol de milho, saúde financeira das sucroenergéticas, investimentos e perspectivas de safra estarão presentes.

Em sua abertura, a conferência trará uma discussão sobre o futuro do setor com a presença do coordenador-geral de cana-de-açúcar e agroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Cid Jorge Caldas; o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Daniel Maia; o CEO da Orplana, Roberto Perosa; e o presidente da União Nacional do Etanol de Milho (Unem), Guilherme Nolasco.

Logo na sequência, o analista de inteligência de mercado da StoneX, Filipi Cardoso, falará sobre o mercado global de açúcar.

Além disso, um dos pontos que promete aquecer o encontro é o debate sobre o mercado de CBios. Para garantir uma pluralidade de vozes, a Conferência NovaCana vai reunir o diretor do Departamento de Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Fábio da Silva Vinhado; a superintendente comercial do Santander, Caroline Perestrelo; e o vice-presidente da Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Bicombustíveis (Brasilcom), Abel Leitão.

As demandas das usinas, por sua vez, virão do moderador do painel, o diretor comercial da Alta Mogiana, Luiz Gustavo Junqueira. Em entrevista ao NovaCana, ele demonstrou insatisfação com a recente mudança no prazo para cumprimento das metas individuais das distribuidoras, realizada pelo MME.

Para Junqueira, a quebra de confiança nas regras do RenovaBio é relevante. “Sempre é ruim para o setor ou para o mercado quando há uma mudança de regra no meio do caminho. As datas não eram as que tinham sido combinadas com o setor privado”, afirma.

Ainda assim, do lado das distribuidoras, Leitão demonstra preocupação com a oferta de créditos. “Estima-se uma crescente defasagem entre a capacidade do mercado de gerar certificados em quantidade suficiente para que sejam atingidas as metas estabelecidas pelo CNPE. O RenovaBio, depois de três anos de sua implantação, necessita de uma revisão urgente”, enxerga.

Perestrelo, por sua vez, defende o RenovaBio e acredita que o programa deva ser visto de uma forma mais ampla: “A gente precisa pensar no CBio de forma expandida, não como uma penalidade direta, como as próprias distribuidoras interpretaram no início”.

Outro tópico de destaque é o avanço do etanol de milho. Entre as presenças confirmadas para discutir o tópico estão o diretor-presidente da CerradinhoBio, Paulo Motta; o diretor de processamento de grãos para a América Latina da IFF, Mario Cacho; e a coordenadora de desenvolvimento regional do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Vanessa Gasch.

Ao NovaCana, Gasch contou que, na safra 2020/21, houve uma diminuição de 8% na oferta de milho, mas a demanda interna cresceu 12%. “As usinas têm ajudado muitos os produtores daqui, principalmente na sustentação do preço do milho. Isso acaba incentivando os agricultores. É um ciclo que beneficia todo mundo”, comemora.

Além disso, a Conferência NovaCana terá dois painéis dedicados a explorar aspectos financeiros. O primeiro trará o perfil financeiro das usinas, focando em como as companhias podem aproveitar o atual momento de bons preços para se prepararem para o futuro.

Para isso, estarão reunidos o analista de equity do BTG Pactual, Thiago Duarte; o gerente de agronegócio do Itaú BBA, Guilherme Bellotti de Melo; e o superintendente da área de indústria, serviços e comércio exterior do BNDES, Marcos Rossi. Para completar, o painel terá moderação da diretora de mercados do agronegócio da KPMG, Giovana Araújo.

Questionado pelo NovaCana sobre o aumento do custo de produção – um dos principais fatores de atenção da atual temporada –, Duarte afirmou que as usinas devem sentir um impacto significativo no caixa. “Mas eu também acho que as empresas estão muito mais preparadas do que já estiveram. Obviamente isso varia bastante, mas eu diria que o setor está muito mais capitalizado e menos alavancado do que esteve alguns anos atrás”, pondera.

Marcos Rossi vai pelo mesmo caminho: “Nos últimos anos, houve uma melhora no perfil financeiro das usinas em função dos bons resultados obtidos pelas empresas pela elevação dos preços, tanto do açúcar quanto do etanol, fazendo com que, na média, o setor se encontre mais capitalizado”.

Já o segundo painel focado em finanças trará perspectivas para captação de recursos e investimentos dentro da agenda ESG (sigla em inglês para princípios ambientais, sociais e de governança). Assim, serão abordadas tanto alternativas de acesso a crédito – como oferta de ações na bolsa de valores, CRAs, debêntures incentivadas e Fiagro – quanto opções para o direcionamento de investimentos, como cogeração, biogás e biometano.

“O setor sucroenergético tem um enorme potencial não apenas para operações ESG, mas para o ESG em si. Do ponto de vista ambiental, o setor hoje é muito moderno, utiliza praticamente todos os seus subprodutos, reaproveita água e palha para matéria orgânica, praticamente tem uma economia circular”, avalia o superintendente de agronegócio do Banco Alfa, Manoel Pereira de Queiroz, que deve moderar a discussão.

Além dele, também estarão reunidos o sócio da FG/A, Juliano Merlotto, e o vice-presidente de etanol, açúcar e bioenergia da Raízen, Francis Vernon Queen.

O assunto será complementado por uma palestra da Syngenta Digital que acontece na sequência. O diretor de agronomia digital da companhia, Burno Muller, falará sobre a revolução digital nos canaviais e como a tecnologia proporciona um manejo mais inteligente.

Ainda em relação ao campo, a Conferência NovaCana terá um painel dedicado às estimativas para as safras 2022/23 e 2023/24, com a presença do economista do Pecege, Haroldo Torres, e do sócio da FG/A, Willian Hernandes, além de moderação do diretor da Bioagência, Tarcilo Torres.

Vale lembrar que os dois palestrantes participaram do levantamento de estimativas de safra do NovaCana publicado em junho. Na ocasião, o Pecege esperava uma moagem de 542,53 milhões de toneladas em 2022/23, enquanto a FG/A projetava 555 milhões.

Mais recentemente, Torres comentou que as dificuldades vivenciadas nos últimos dois anos devem se estender para o futuro. Ainda assim, ele vê algo diferente no horizonte. “De outubro para frente, houve uma relativa regularização das chuvas, em um patamar acima do observado, que gerou uma onda de otimismo em termos de recuperação da produção e da produtividade na região Centro-Sul, porém, eu costumo dizer que é um otimismo com cautela”, adianta.

Para encerrar o evento, a Conferência NovaCana separou um dos painéis mais queridos do público, abrindo espaço para os especialistas em inteligência de mercado. Neste caso, os palestrantes são: a analista de açúcar da S&P Global Platts, Luciana Torrezan; o diretor da Czarnikow, Tiago Medeiros; e o gerente comercial da Sucden Brasil, Ulysses Carvalho. Também está confirmada a presença do chefe de açúcar da Cofco International Brasil, Maurício Sacramento.

Em junho, Torrezan já havia adiantado ao NovaCana a tendência da safra 2022/23 se tornar mais açucareira – o que vem se confirmando. “O nível de matéria-prima voltada para produção de açúcar deve aumentar gradualmente ao longo das próximas quinzenas, mas ainda assim o mix final da safra deve ser menos açucareiro que o da safra anterior”, projetou.

Medeiros concorda com essa perspectiva e complementa: “Temos visto um preço do adoçante muito firme, enquanto o do etanol está cedendo. O açúcar pode, e deve, trazer um retorno melhor do que o etanol em alguns momentos da safra e o mix pode ser mais açucareiro. A nossa projeção de mix para esse ciclo seria 44% voltado para o adoçante, um pouquinho abaixo do ano passado”.


Estas e outras discussões sobre setor sucroenergético acontecerão durante a Conferência NovaCana 2022. A programação completa está disponível no site do evento.


NovaCana


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