“As empresas querem ter geração de caixa adequada, segurar ao máximo os custos, investir apenas o necessário e focar na redução dos níveis de alavancagem”. Já faz algum tempo que cautela parece ser a palavra-chave para o setor sucroenergético.

NovaCana 30 mai 2016 - 17:08 - Última atualização em: 13 jun 2016 - 16:05

Será que já é chegado o momento de assumir novos riscos e ousar crescer? A resposta virá do mesmo autor do diagnóstico que abre esse texto: o ex-Itaú BBA e atual sócio da MB Agro, Alexandre Figliolino. Na posição de um dos especialistas em saúde financeira mais envolvidos com as dificuldades encontradas pelo setor de açúcar e etanol, ele estará presente no NovaCana Ethanol Conference 2016 com uma proposta otimista – mas realista –, focada na retomada da capacidade de crescimento e investimento do setor.

De acordo com Figliolino, a palestra irá abordar a situação atual dos grupos sucroenergéticos a partir de um ponto de vista econômico-financeiro. Analisando cenários futuros de consumo de etanol e açúcar, ele falará a respeito da capacidade do setor em atender ao crescimento da demanda. Mas o objetivo principal é responder a uma pergunta: “Como se dará a recuperação da capacidade de investimento?”

“Tem muita gente querendo comprar usinas e também muita gente querendo vender. Eles só não estão se acertando no preço”

Palestra: Crescimento e investimento do setor sucroenergético

- Situação atual dos Grupos do ponto de vista econômico financeiro;
- Cenários futuros de demanda de etanol e açúcar;
- Capacidade futura do setor atender o crescimento da demanda;
- Como se dará a recuperação da capacidade de investimento.
Por: Alexandre Figliolino
Data: 28 de junho às 10h50
Local: São Paulo (SP) – Hotel Tivoli Mofarrej

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2016: fusões e aquisições

Alexandre Figliolino afirmou em entrevista ao novaCana que 2016 pode ver um movimento maior em busca de fusões e aquisições no setor sucroenergético. Isso porque a situação assimétrica das companhias – algumas em situação muito boa e outras com grande acúmulo de dívidas e prejuízos – cria um ambiente propício para que haja compra de ativos. De acordo com ele, boas oportunidades devem surgir ao longo do ano e o executivo não descarta que “uma ou outra operação de aquisição ou fusão poderá ocorrer”.

O novaCana conversou com alguns bancos e descobriu que há um grande interesse em aquisições dentro do setor. Uma fonte ligada ao mercado financeiro declarou que “tem muita gente querendo comprar usinas e também muita gente querendo vender. Eles só não estão se acertando no preço”.

Apesar de não informar quais são os grupos que estão ativamente buscando aquisições, são “os grandes querendo comprar os pequenos”. Esses grandes grupos estão interessados em comprar as usinas menores localizadas ao redor das unidades que eles já têm hoje.

A dificuldade em fechar os negócios em alguns casos se dá porque o comprador está olhando quanto o negócio está dando de retorno hoje. Já o vendedor está olhando o retorno que a usina dará com a integração ao conglomerado do comprador. Nesses casos, a distância entre o preço solicitado e o oferecido continua grande o suficiente para travar as negociações.

Essa disparidade entre a situação financeira do setor já havia sido abordada por Figliolino em seu estudo “Brasil 2015, o que esperar?”. Na ocasião, Figliolino apontou que o agravamento da dívida e o aumento modesto das receitas veio acompanhado de um esforço ferrenho para redução de despesas, que resultou em um crescimento do custo caixa de apenas 1%, bem abaixo da inflação.

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A programação completa da Conferência está disponível aqui e o cadastro para participar pode ser feito aqui.

novaCana.com


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