Política

Usinas aceitam discutir benefícios, mas querem meta de arrecadação do governo

Setor espera definição de meta de arrecadação com álcool anidro para tentar preservar o crédito outorgado de 60%


Sagres (GO) - 28 out 2019 - 14:55

O presidente-executivo dos Sindicatos da Indústria de Fabricação de Açúcar e de Etanol de Goiás (Sifaeg/Sifaçúcar), André Rocha, disse à Sagres 730, nesta segunda-feira (28), que o setor espera a Secretaria de Economia definir uma meta de arrecadação com álcool anidro (aquele adicionado a gasolina) para o próximo ano para tentar preservar o crédito outorgado de 60% para o setor.

O projeto de lei apresentado pelo deputado Humberto Aidar, relator da CPI dos Incentivos Fiscais, acaba com o crédito de 60% dos créditos outorgados para as usinas de etanol. O governo reclama de excessos na política de incentivos fiscais e quer rever benefícios para alguns setores. Já o Sifaeg alega que as 32 usinas vão parar de fabricar anidro caso esse projeto seja aprovado.

Em entrevista à Sagres, o presidente da Assembleia, Lissauer Vieira (PSB), em 2 de outubro, defendeu uma “calibragem” no projeto de lei. O Sifaeg e a Secretaria de Economia têm encontro previsto para esta quarta-feira (30), quando espera um acordo. A expectativa, segundo André Rocha, é definir a meta de arrecadação nessa reunião, já que estão esperando desde o mês de setembro. “A primeira ideia é saber qual a meta de arrecadação, número que foi cobrado desde setembro. A partir daí, nós vamos construir o que vai ser feito no cenário para que se atenda a arrecadação e se minimize o problema no setor”, afirmou.

O presidente-executivo dos Sifaeg/Sifaçúcar ressaltou que não adianta cortar um incentivo acreditando que o setor vai continuar produzindo 100% do produto que não será mais incentivado e que isso vai aumentar arrecadação. “Isso não vai ocorrer, o que nós precisamos construir a seis mãos [Executivo, Legislativo e o Setor] é uma política que mantenha os investimentos no estado, mantenha os empregos, atraiam mais investimentos e conseguimos, com isso, pagar a arrecadação”, avaliou.

André Rocha pontuou que precisa ter mecanismos e metas de comprimento de investimentos, metas e também mecanismos para que o governo possa qualquer momento ter instrumentos para trazer arrecadação. “Essa é a questão filosófica inicial, não foi nada colocado na mesa de diminuir isso ou aumentar aquilo para ser atingido, nós precisamos primeiro ter um número, a meta e tentar construir isso”, reforçou. “Quando você estabelece metas, você dá condicionantes, de qualquer maneira você está revendo a política e está cumprindo aquilo que o nosso Governador falou e que Deputados também falaram a respeito sobre esse assunto”.


Acompanhe as notícias do setor

Assine nosso boletim

account_box
mail