Política

RenovaBio ainda enfrenta divergência quanto a metas


Agência Estado - 22 mai 2018 - 09:49

Embora já tenha sido aprovada, a Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio) tem de ser regulamentada e é aí que surgem as divergências no setor. O governo propõe a redução de 10% nas emissões de carbono pela matriz de combustíveis do País até o fim da década.

Em reunião realizada pelo MME, as distribuidoras de combustíveis e o setor de petróleo, por sua vez, defenderam o porcentual de 4% e sustentam que os produtores de biocombustíveis não conseguem atingir a meta sugerida. Já os produtores de etanol e biodiesel garantiram ter capacidade de ampliar a oferta para atender a qualquer alta na demanda e pediram a elevação na meta para 12%.

O setor de aviação, que teria de aumentar o uso de bioquerosene, combustível não produzido no Brasil, pediu para ser excluído da nova política setorial. A Petrobras, por sua vez, surpreendeu e informou que se o setor de renováveis continuar atrativo vai ampliar o uso de óleos vegetais na mistura durante o processo de refino de petróleo.

Os produtores de biodiesel pediram que a adição do combustível ao diesel aumentasse dos 15% propostos para 20%. O Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis foi contra e defendeu a manutenção dos atuais 10%.