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Política

Petrobras x RenovaBio: Estatal critica ferramenta que atribui nota às usinas

Para a Petrobras, calculadora do RenovaBio deveria considerar mudança do uso da terra e ser mais clara na verificação dos biocombustíveis importados e de fornecedores de biomassa irregular. Sugestões da estatal podem diminuir nota das usinas, mas também incentivar produção maior de biocombustíveis.


novaCana.com - 05 jul 2018 - 09:16

Enquanto muitos usineiros se preocupam com o aspecto complexo do RenovaBio, há quem busque por mais especificidades, principalmente quando se trata de calcular a nota de eficiência-energética dos produtores de biocombustíveis. A Petrobras é um exemplo.

Em seu comentário público sobre a RenovaCalc, a estatal sugere o enrijecimento das regras de participação das usinas de etanol no programa e também solicita que o cálculo seja mais complexo. Assim, se os comentários da empresa forem colocados em prática, a nota das usinas participantes do programa tende a ser menor por conta dos critérios adicionados à RenovaCalc.

Por um lado, isso dificultaria a vida dos usineiros interessados em emitir um grande número de CBios. Por outro, o desempenho menor das indústrias as obrigaria a produzir volumes maiores de etanol para gerar os créditos e se beneficiar das negociações em bolsa – afinal, a meta de redução das emissões já está estabelecida. Em outras palavras, haveria um efeito indireto de incentivo à produção de biocombustíveis para compensar notas menores na calculadora do RenovaBio.

Leia mais sobre as solicitações da estatal:

- Cálculos de mudança de uso da terra na RenovaCalc
- Mais responsabilidades para a ANP
- Entrada dos biocombustíveis importados no programa
- Uso de cálculo de balanço de massa


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