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Política

Independente do governo, etanol tem de ter política de Estado, avalia Unica


Agência Estado - 23 ago 2016 - 15:03 - Última atualização em: 23 ago 2016 - 17:36

O presidente do conselho da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Pedro Mizutani, afirmou nesta terça-feira, 23, que a mudança definitiva do governo federal, com a prevista cassação da presidente afastada Dilma Rousseff e a efetivação de Michel Temer na Presidência, não alterará o pleito do setor sucroenergético para que o etanol tenha uma política de Estado.

"O etanol tem de ter política de Estado e não de curto prazo. Não podemos desperdiçar, por exemplo, uma logística construída em 40 anos e temos de estar atentos ao combustível", disse Mizutani, que também atua como vice-presidente de relações externas e estratégia da Raízen. Segundo ele, "o diálogo inicial" com o novo governo "está sendo muito bom" para o setor.

Presente na Fenasucro, em Sertãozinho (SP), Mizutani afirmou que o cenário positivo para a produção de açúcar, diante do déficit mundial da commodity, tem incentivado algumas usinas a ampliarem a capacidade de produção. No entanto, para o presidente do conselho da Unica, o investimento no aumento da capacidade de produção é pontual por conta da falta de crédito de algumas companhias e ainda da incerteza sobre o ciclo positivo do açúcar.

Mizutani explica que os investimentos são muitas vezes financiados por tradings e ocorrem na adaptação de unidades produtoras para transformarem etanol em açúcar. "Algumas tradings estão financiando usinas para aumentar a capacidade de produção, mas não é geral e algumas usinas não têm créditos suficientes, além de não ser barato para transformar etanol em açúcar. E como o açúcar é commodity, se for por ciclo curto (a alta nos preços), o investimento pode ser feito sem o retorno do capital investido", concluiu.


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