PUBLICIDADE
BN novacana 1300x150
Política

Existe oportunidade para desenvolvimento do setor de etanol, diz Parente


Agência Estado - 29 nov 2016 - 08:29

A diferença entre a oferta e a demanda de derivados de petróleo no Brasil pode alcançar entre 3 milhões e 10 milhões de metros cúbicos (m3) em 2030, o que significa entre 160 mil e 200 mil barris por dia (bpd), em função da inexistência de refinarias, estimou nesta segunda-feira, 28, o presidente da Petrobras, Pedro Parente.

Diante disso, o executivo avalia que existe uma oportunidade favorável para o desenvolvimento do setor de etanol no País. "Vemos de um lado um potencial importante, pelo fato de que vai ter uma diferenciação importante entre demanda e oferta", comentou Parente, durante o Unica Fórum, que reúne agentes do setor sucroenergético, acrescentando também a vantagem do etanol como "substituto renovável, que gera todas as vantagens, em especial emprego e renda para o País".

Para Parente, que já foi do conselho da Unica, a dificuldade no desenvolvimento do setor está relacionada a "problemas específicos". "As questões do setor devem ser endereçadas por políticas públicas", disse, considerando que é importante redesenhar um programa que estimule adequadamente o setor. Ele salientou o fato de a indústria do etanol ser intensiva em capital e requerer investimentos que só têm retorno no longo prazo, dado também que o ciclo da cana é de cinco anos.

O presidente da Petrobras também destacou questões relacionadas a impostos que incidem sobre o etanol. "Uma coisa é o valor da Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide) para lidar com diferenciais favoráveis em relação aos produtos fósseis, e taxação estadual, uma vez que há Estados que favorecem o etanol e outros que não", afirmou.

Política de preços

Pedro Parente destacou ainda que a companhia está praticando sua nova política para preços de diesel e gasolina com mais frequência, fazendo uma revisão pelo menos uma vez por mês.

Durante apresentação do novo Plano de Negócios da estatal no Unica Fórum, o executivo lembrou que as últimas duas revisões resultaram em quedas de preço, mas salientou que isso não significa que o comportamento vai se repetir para sempre no futuro, uma vez que a política segue a volatilidade de preços e câmbio.

Conforme estabeleceu, a nova política é baseada na paridade de importação em reais, incluindo o preço internacional e o câmbio atual, acrescido de uma margem de risco e tributos.


Acompanhe as notícias do setor

Assine nosso boletim

account_box
mail

PUBLICIDADE
Card image


x