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Política

Sem manifestação de Dilma, aumento da mistura de etanol pode não acontecer


Agência Estado - 11 fev 2015 - 18:21

A demora da presidente Dilma Rousseff em oficializar o novo porcentual de etanol anidro na gasolina indica ao setor sucroalcooleiro que a implantação da mistura pode não acontecer no dia 16 de fevereiro, como esperado.

Sabe-se que o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, esteve ontem com Dilma para tratar do assunto. A reunião entre os dois deveria ter ocorrido no dia 3 de fevereiro, um dia depois da audiência do setor com o ministro, mas com a crise na Petrobras o debate foi adiado. De acordo com fontes do setor sucroenergético ouvidas pelo Broadcast, apesar da conversa, nada foi oficializado ainda.

Conforme as fontes, se o reajuste da mistura fosse decretado hoje, por exemplo, seriam necessários cerca de 15 dias para as distribuidoras acertarem a compra do produto. Esse seria, ao menos, o prazo "ideal".

Pela lei atual, o governo pode optar por um porcentual que vai de 18% a 27,5%. A cadeia produtiva de açúcar e álcool havia solicitado, inicialmente, o limite máximo, mas dificuldades quanto à medição do 0,5 ponto porcentual devem limitar a mistura, num primeiro momento, a 27%.

Em evento na semana passada em São Paulo, a presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Elizabeth Farina, disse que o governo tem disposição de elevar a mistura para 27,5%. Porém, isso vai depender, segundo ela, dos últimos testes de durabilidade, que devem terminar em meados de março.

José Roberto Gomes


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