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Política

Indicado a presidente da Petrobras preenche requisitos básicos, dizem fontes da estatal

Ainda não se sabe, no entanto, se a análise completa vai ficar pronta a tempo de o nome dele ter sinal verde para posse na assembleia geral da próxima quarta-feira, 13


CNN Brasil - 11 abr 2022 - 09:01

O químico e especialista em engenharia de materiais José Mauro Coelho preenche os requisitos básicos para ser presidente da Petrobras. A conclusão é de pessoas que acompanham o processo interno de checagem em torno do nome do indicado da Presidência da República para assumir a estatal.

Coelho ficou 42 meses como diretor de estudos do petróleo gás e biocombustíveis, segundo nível hierárquico da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). A política de indicações para a alta administração da Petrobras exige menos que isso, 36 meses no cargo.

A avaliação da equipe de Recursos Humanos poderia inclusive aceitar o cargo de secretário de petróleo, gás natural e biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), onde ele ficou 19 meses, como cumulativo para a experiência.

Ao todo, o ex-servidor passou pouco mais de 14 anos no setor público atuando na área de petróleo e gás, quatro anos a mais do que o exigido pela estatal.

Com doutorado em Planejamento Energético pelo Programa de Planejamento Energético (PPE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Coelho preenche outro pré-requisito para assumir o cargo: ter pós-graduação.

Coelho deixou a função no Ministério de Minas e Energia em outubro do ano passado e estava fazendo quarentena para ir ao setor privado. O período de resguardo terminaria em 29 de abril. Na época da saída, a pasta emitiu uma nota informativa dizendo que após esse período, o químico retornaria “ao setor energético nacional, agora para assumir novos desafios na iniciativa privada brasileira”.

Embora ainda houvesse dúvidas sobre a data em que poderia assumir, o Comitê de Ética Pública da Presidência da República afirmou que “se entendeu pela imposição de quarentena ao consulente, pelo período de seis meses a contar do desligamento do cargo público ocupado”.

Na ata da reunião realizada em outubro de 2021, o colegiado definiu que Coelho deveria “resguardar, a qualquer tempo, as informações privilegiadas a que tenha tido acesso” mas que “por se tratar de empregado público do quadro permanente, não coube à Comissão de Ética Pública manifestar-se em relação a eventuais impedimentos referentes à carreira pública do consulente”. Nesse sentido, não haveria motivo para ele esperar o fim do período caso assuma o comando da estatal.

Ainda não se sabe se os dossiês de background check vão ficar prontos até a segunda-feira para a reunião do comitê de elegibilidade da Petrobras. São dois documentos: um que investiga a integridade do candidato, feito pela área de compliance, e outro que investiga a experiência profissional, feito pelos Recursos Humanos.

Funcionários da estatal estão debruçados sobre o assunto para tentar conseguir a análise a tempo de ser discutida na segunda-feira, enviada à CVM na terça-feira e discutida na Assembleia Geral na quarta-feira, 13.

Pedro Duran e Beatriz Puente

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