Política

Governo pode renunciar a alíquota única de ICMS para combustíveis em proposta


EPBR - 08 abr 2021 - 12:02 - Última atualização em: 08 abr 2021 - 16:21

Diante da falta de apoio no Congresso Nacional para o projeto que reformula a cobrança de ICMS dos combustíveis, Jair Bolsonaro levantou a possibilidade de abrir mão da alíquota única entre todos os estados, um dos elementos da proposta enviada à Câmara.

“Que chegue em um acordo. Que não seja um valor único, mas que seja um valor fixado em cada estado e cada governador se responsabilize. Não podemos continuar vivendo na sanha arrecadatória do presidente da República ou dos governadores”, disse.

Na semana, o governo se viu obrigado a retirar a urgência constitucional do PLP 16/21 por falta de acordo entre lideranças políticas e sob risco de trancamento da pauta da Câmara dos Deputados.

A alíquota uniforme é uma das propostas. O projeto prevê também a mudança na cobrança por meio de um valor fixo de ICMS por quantidade de combustível, substituindo a aplicação de alíquotas em cima de preços médios; e a fixação do tributo em intervalos mínimos de 90 dias.

Hoje, os estados têm liberdade para definir as alíquotas, que variam de 12% a 31%.

O presidente também classificou os reajustes do preço de venda do gás natural da Petrobras, em média de 39% a partir de maio, de inadmissíveis; e admitiu a possibilidade de alterar a política de preços com a mudança no comando da empresa.

O general da reserva Joaquim Silva e Luna deve assumir a partir da assembleia marcada para a próxima semana. “Podemos mudar essa política de preço lá”, afirmou Bolsonaro. “Ele [general Silva e Luna] sabe que é uma empresa que, mais do que transparência, tem que ter previsibilidade”.

Gustavo Gaudarde


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